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Sobre NBA e afins

All-Star Game ganhou competitividade e sobrevida com novo formato

(Bob Donnan / USA TODAY Sports)

A jogada final do All-Star Game realizado ontem, em Los Angeles, diz tudo. Três pontos atrás no placar, o time de Curry tentou, trocou passes, correu, mas não conseguiu sequer chutar a última bola, tamanho o sufoco defensivo aplicado por Lebron e seus comparsas. Só por isso, a partida já foi um sucesso: a NBA conseguiu reverter a tendência de esculhambação do Jogo das Estrelas e devolveu um pouco da competitividade à pelada.

Não é que o público queira ver um jogo truncado, travado pela marcação. Mas é preciso o mínimo de esforço, gana e competitividade para que os jogadores possam mostrar o melhor basquete possível – e é por esse motivo que a NBA reúne os melhores em uma comemoração anual.

E o jogo de ontem conseguiu algo próximo disso. Claro, nada comparado a uma competição de verdade, mas, se relacionado aos demais All-Stars, ou pelo menos aos últimos, a partida deste ano teve jogadas legais e teve competição.

A NBA mudou algumas regras para este ano, preocupada com a falta de pegada que as partidas vinham tendo e o consequente desinteresse do público no jogo. A mudança mais drástica se deu na formação dos times. Ao invés de fazer uma disputa entre Leste e Oeste, os dois jogadores mais bem votados pelo público fizeram um draft para decidir quais seriam os 12 que jogariam para cada lado. Neste ano, foi o Time de Lebron James contra o de Stephen Curry.

A ideia era que a divisão de times mexesse com o brio dos caras e eles partissem para um jogo um pouco mais sério. Não sei se foi isso que funcionou ou se foi o fato deles todos ouvirem incansavelmente ao longo do ano que o jogo teria que ser mais sério do que os últimos, mas na medida do possível e do razoável todo mundo parecia comprometido e afim de ganhar.

A partida deste ano teve mais tocos que as últimas quatro edições todas somadas. Também com o maior número de faltas desde 2012. O placar de 148 a 145 para o Time de Lebron dá a exata medida do que é e precisa ser um All-Star: uma pelada, um jogo solto, mas com alguma contestação do outro lado da quadra – diferente do ano passado, 192 a 182, em uma exibição que ficou chata logo nos primeiros minutos.

É muito otimista dizer que o All-Star Game renasceu, mas certamente dá para dizer que ele ganhou uma sobrevida.

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