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Automobilismo para entusiastas

Com emoções, Interlagos sempre traz um dos melhores GPs de cada ano na F1

Reclame ou não, o fato é que o GP do Brasil sempre traz corridas carregadas de emoção. Faça chuva ou faça sol.

Largada do GP do Brasil: Vettel se aproveita e bota por dentro para tomar de Bottas a liderança

Seja pelo clima sempre instável, embora desta vez a chuva não caiu no domingo e a corrida rolou sob céu azul e um calorão enorme em São Paulo, Interlagos proporciona boas corridas. Por ser o circuito mais curto do calendário – apenas 4.309 metros -, os tempos de volta também são os mais curtos.

Com os carros deste ano, mais rápidos, os tempos de volta foram massacrados. Valtteri Bottas fez a pole com a absurda volta em 1min08s322. Ano passado virava-se em 1min11s. A pole position de Ayrton Senna no GP do Brasil de 1991 foi feita em – pasmem – 1min17s! Claro, os carros eram diferentes, o asfalto de Interlagos era diferente, os motores e os pneus, idem.

Hamilton ficou fora da classificação depois de rodar e bater no Lanajinha em sua volta de aquecimento. Largando em último, a torcida já tinha uma garantia: o tetracampeão daria um show ganhando posições. De fato, ele e Daniel Ricciardo, que perdeu dez posições no grid por troca de componentes do motor, foram dois dos personagens da prova. Terminaram em quarto e sexto, com Hamilton chegando a liderar a corrida, vencida por Sebastian Vettel.

O segundo fator de grandes emoções foi a despedida de Felipe Massa. Em seu penúltimo GP na F1, e o último em Interlagos, o brasileiro foi o “melhor do resto”: sétimo colocado, atrás das duas Ferrari, das duas Merecedes e das duas Red Bull. Segundo ele, foi a corrida perfeita. Com direito a mensagem emocionante do filho Felipinho pelo rádio e subida ao pódio para ser entrevistado por Rubens Barrichello – este, também altamente ovacionado pelos torcedores nas arquibancadas.

A nota triste do GP ficou pela parte da segurança externa. Uma van com funcionários da Mercedes foi assaltada na sexta, saindo do autódromo; a Sauber, a Williams e a Pirelli também sofreram tentativas. Pior: a McLaren e a Pirelli, que testariam pneus esta semana (terça e quarta) no traçado paulistano, cancelaram o compromisso justamente pela falta de segurança.

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