Em protesto contra a chegada de Bruno, site do Boa Esporte é hackeado

Além da chegada do jogador, ação do grupo Anonymous Brasil foi contra o feminicídio e o machismo

Desde a confirmação da contratação do goleiro Bruno, o Boa Esporte não tem tido sossego. E neste domingo, a crise ganhou mais um capítulo. O grupo Anonymous Brasil hackeou o site oficial do clube e publicou a foto de um homem com a máscara de um cachorro e um artigo falso intitulado: "E aí, Bruno já disse onde está o corpo da Eliza?". 

De acordo com informações do ESPN.com.br, minutos depois, a página foi atualizada com a mensagem: "Esse ato é uma demonstração de repúdio ao Boa Esporte Clube e a todos os seus patrocinadores por apoiarem diretamente o feminicídio". 

"Será que os patrocinadores do Boa Esporte Clube não se importam de ter sua marca associada ao feminicído? (...) Se continuarem apoiando este monstro, vocês serão as próximas vítimas. Machistas não passarão!" Até a publicação desta nota, o site oficial do Boa Esporte Clube ainda mostrava o protesto. 

 

NOTA DO PRESIDENTE

Minutos depois, o presidente do clube mineiro, Rone Moraes da Costa, publicou uma nota oficial na página oficial do Boa Esporte no Facebook. No texto, o dirigente defende a medida do clube e ressalta a importância de reintegrar à sociedade uma pessoa que já teria pago por seus crimes. 

"O tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna vida no trabalho. Quem nunca ouviu: o trabalho dignifica o homem? Então o argumento seria asqueroso, nojento ou imoral (a contratação do atleta Bruno), antes de mais nada, legalmente, faz parte da obrigação social da empresa, da sociedade em cooperar com a recuperação de um ser humano."

 

NOTA DO BOA ESPORTE CLUBE APÓS HACKEAMENTO DO SITE OFICIAL

"O que dizer da contratação do atleta Bruno?

O Boa Esporte clube. Equipe de futebol profissional em minas gerais, clube reconhecido nacionalmente, sendo campeão Brasileiro da Série C.

Convive nos últimos dias com uma avalanche de comentários nas redes sociais após noticia da contratação do atleta Bruno.

A cidade de Varginha que é conhecida pela possível aparição de um extraterrestre (ET) convive com a notícia da contratação do atleta Bruno.

A regra legal brasileira é a que todos, inclusive os criminosos mais perigosos, sejam submetidos a um julgamento honesto, imparcial e que a lei seja o fundamento da punição. Por sua vez, quando pensamos na aplicação da lei, certo ou não, suficiente o bastante ou não, justa o suficiente para o caso ou não, o que não podemos deixar de entender é determinado pelo cumprimento da lei. As consequências do erro humano possuem fundamentos de pena corporal. A lei dos homens indica a aplicação de penas variáveis de acordo de uma série de crenças, costumes e ideologias.

No Brasil os criminosos serão apenados com a prisão e, via de regras, colocados em liberdade, deve ser orientado, acompanhado e, não menos, pelo caminho de Deus.

Com certeza um dos motivos da evolução da pena que ela não seja transferida para outras pessoas, que seja pessoal, que não seja definida pela lei do Talião (olho por olho, dente por dente).

O tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna vida no trabalho. Quem nunca ouviu: o trabalho dignifica o homem? Então o argumento seria asqueroso, nojento ou imoral (a contratação do atleta Bruno), antes de mais nada, legalmente, faz parte da obrigação social da empresa, da sociedade em cooperar com a recuperação de um ser humano. Aqui não se condena a morte ou prisão perpetua. Enquanto isso não refletir a regra legal, a regra é que o egresso, o criminoso colocado em liberdade, possa obter meios de viver em sociedade, trabalhando e procurando dignidade em sua vida.

Onde estaria a contribuição de uma empresa esportiva quando cumpre a lei? Diante desses argumentos podemos afirmar que o Boa Esporte Clube não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar. 

O Boa Esporte Clube não esta cometendo nenhum crime conforme a legislação Brasileira e perante a lei de Deus.

Boa Esporte Clube.

Rone Moraes da Costa

Presidente"

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