Maestro genial, Djalminha ficou fora do penta após cabeçada em técnico

Um dos maiores meias do futebol brasileiro foi ídolo no Palmeiras, Flamengo e Deportivo La Coruña

Relacionadas

Envolvido no jogo mais importante da rodada pela segunda semana seguida, o Palmeiras é mais uma vez tema para nosso quadro Fera do Passado. Se na estreia da série escolhemos Luizão, ídolo do alviverde e também do rival Corinthians, agora pegamos outra lenda que defendeu tanto o time do Palestra Itália quanto o Flamengo, rival desta quarta: Djalminha. 

Ao mesmo tempo que é lembrado como um dos meias mais habilidosos da história do futebol brasileiro, Djalminha é também um dos mais injustiçados, já que nunca disputou uma Copa do Mundo. Sua cabeçada no técnico do La Coruña faz torcedores até hoje imaginarem como poderia ter sido uma formação com ele, Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo, no Japão e na Coreia do Sul, em 2002. 

Prova da personalidade forte de Djalminha é sua moral de ser um dos precursores da cobrança de pênalti com cavadinha no futebol brasileiro. 

Filho de outra lenda do futebol brasileiro, Djalma Dias, o meia surgiu no Flamengo ao lado de outros importantes nomes, como Marcelinho Carioca, Júnior Baiano e Paulo Nunes. Campeão da Taça Guanabara de 1989, levantou o troféu da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1990. No ano seguinte, levou a Copa do Brasil e, em 1992, o Brasileirão. 

Contratado pelo Guarani em 1993, foi para  Shimizu S-Pulse, do Japão, em 1994. Sem se adaptar ao futebol oriental, retornou a Campinas em 1995, onde começou a jogar ao lado de Amoroso e Luizão. 

No ano seguinte, chegou ao Palmeiras e foi um dos protagonistas da histórica conquista do Paulistão de 1996, quando o time ficou conhecido por marcar mais de 100 gols no estadual. O bom rendimento em São Paulo o alçaram à seleção brasileira, para a disputa da Copa América de 1997, na Bolívia, torneio vencido pelo time comandado por Zagallo. 

Com o chamado da seleção brasileira, chamou a atenção do Deportivo La Coruña, equipe que defendeu por mais tempo e obteve maior sucesso. No "Super Depor" conquistou o único título espanhol da história do clube, em 1999/2000 e ainda foi campeão da Copa do Rei, em 2001/02. Este último troféu ficou conhecido como "Centenariazo", já que a final foi contra o Real Madrid, no Santiago Bernabéu, no dia 6 de maio de 2002, data em que o clube merengue completava 100 anos. Sem piedade, o La Coruña venceu os madridistas por 2 a 1. 

Foi também contra o Real Madrid que Djalminha executou um dos lances mais impressionantes do futebol recente. Após o rebote de um cruzamento, ele fez um passe para dentro da área com uma carretilha, após já ter passado a linha da bola. 

Apesar de ter sido ídolo do La Coruña, o brasileiro deixou o time de maneira conturbada. Em atrito com o técnico Javier Irureta, deu uma cabeçada no treinador, em 2002, foi afastado do elenco e, mais tarde, emprestado ao Áustria Viena, onde ficou até 2003. Para piorar, sua atitude de indisciplina repercutiu em Luiz Felipe Scolari, que o cortou da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2002. 

De volta ao Deportivo em 2003, foi para o América, do México, em 2004, mas decidiu se aposentar após realizar somente quatro jogos pelo clube. 

MAIS SOBRE:

fera do passado futebol djalminha Palmeiras Flamengo Deportivo La Coruña
Comentários