FERA DO PASSADO: Já ídolo, Renato Gaúcho pode ser o maior do Grêmio

Campeão da Libertadores e Mundial como jogador do tricolor, ex-ponta-direita pode repetir feito como treinador

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Um dos maiores jogadores da história do Grêmio, Renato Portaluppi pode se isolar no posto de ídolo supremo do tricolor nesta quarta-feira, 29. Campeão da Copa Libertadores de 1983 como jogador, contra o Peñarol, o ex-ponta-direita está muito perto de repetir o feito como técnico, em 2017, contra o Lanús. 

Em 1983, então com 20 anos e em sua segunda temporada como profissional, o garoto esteve no time titular do Grêmio durante a campanha do título sul-americano. No entanto, ele ganhou status de ídolo meses depois, na disputa da Taça Intercontinental, no Japão, contra o Hamburgo. Na ocasião, marcou os dois gols gremistas na vitória por 2 a 1, garantindo o título mundial ao clube. 

 

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Desde que iniciou sua trajetória como treinador, em 2000, no ano seguinte à sua aposentadoria como jogador, Renato já passou pelo Grêmio duas vezes antes da atual gestão. Na primeira, ficou entre 2010 e 2011 no clube; depois, assumiu novamente em 2013. 

Em seu terceiro período no banco do clube, Renato Gaúcho não deixou de lado sua sinceridade e irreverência, mas também se mostra mais focado e determinado em sua carreira como técnico. Com ideias contemporâneas de futebol, mostrou-se atualizado quanto aos modelos táticos mais recentes, apesar de criticar treinadores que fazem curtos estágios na Europa. 

Por exemplo, com vontade de aprender e melhorar seu trabalho, Renato Gaúcho consulta e escuta muito mais a equipe de análise de desempenho do Grêmio do que seu antecessor, Roger Machado. Se antes era visto como técnico dos momentos ruins, sempre contratado para fugas de rebaixamento e situações de crise, hoje é visto como promissor. Ele próprio admite isso nas entrelinhas, revelando que seu maior desejo é chegar à seleção brasileira. 

 

 

COMO JOGADOR

Depois dos títulos continental e mundial, Renato permaneceu no Grêmio até 1986, depois de chegar a outra final de Libertadores, em 1984, e ao bicampeonato gaúcho, em 1985 e 1986. 

Contratado pelo Flamengo, foi o grande nome do rubro-negro na conquista do título brasileiro de 1987. Seu papel foi tão fundamental que foi eleito o Bola de Ouro do torneio pela revista Placar

 

 

Aquela temporada foi de superação, já que um ano antes havia sido cortado por Telê Santana do elenco da Copa do Mundo de 1986 por um episódio de indisciplina. 

As boas atuações no Flamengo lhe renderam um contrato com a Roma, em 1989, único time que defendeu fora do País. Na Itália, permaneceu por pouco mais de um ano, retornando ao próprio Flamengo em 1991. Depois, rodou ainda por Botafogo, duas vezes, Grêmio, Cruzeiro, Flamengo novamente e Atlético-MG. 

Por fim, chegou ao Fluminense em 1995, onde também se tornou ídolo pelo seu famoso gol de barriga, anotado nos minutos finais da decisão do Campeonato Carioca daquele ano, contra o Flamengo, diante de mais de 112 mil pessoas no Maracanã. 

 

COMO TREINADOR

Renato iniciou efetivamente sua carreira como técnico em 2000, um ano depois de se aposentar. Seu primeiro grande trabalho foi no Fluminense, onde foi campeão da Copa do Brasil de 2007 e vice da Libertadores do ano seguinte, único trabalho que conseguiu manter por longo prazo. 

Ainda comandou outras boas campanhas, como no Vasco, quando foi vice da Copa do Brasil de 2006, e no Grêmio, vice do Campeonato Brasileiro de 2013. 

 

 

Renato está no Grêmio desde setembro de 2016, quando chegou após a demissão de Roger Machado. Desta vez, ganhou mais idolatria da torcida ao liderar o clube ao título da Copa do Brasil, o primeiro troféu nacional do clube em 15 anos. 

Na final da Libertadores de 2017, ele pode se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o título da principal competição do continente como jogador e treinador. Antes dele, cinco argentinos e dois uruguaios já conseguiram o feito. 

Quando foi campeão da Copa do Brasil, disse em entrevista coletiva que já merecia uma estátua da diretoria do Grêmio. Meses depois, foi atendido e ganhou um busto do clube. Agora, na finalíssima da Libertadores, afirmou está em busca de uma peça de corpo inteiro. 

 

 

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