Pivô de crise da Portuguesa desiste do futebol e abre padaria: 'Tem hora que cansa'

Héverton foi escalado de maneira irregular na última rodada do Brasileirão de 2013

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Héverton se tornou um dos personagens mais famosos do futebol brasileiro. Porém, não foi pelo que ele fez dentro de campo. O meia, com passagens por Corinthians, Ponte Preta e Atlético-PR, foi o grande pivô do rebaixamento da Portuguesa no Brasileirão de 2013, ao ser escalado de maneira irregular na partida contra o Grêmio, pela última rodada do torneio.

Mais de três anos após o episódio, Héverton ainda não conseguiu se recuperar daquele fato e, por causa disso, desistiu do futebol aos 31 anos para se tornar empresário e sua grande aposta é uma padaria na Mooca, zona leste de São Paulo: "Chega uma hora que cansa. Tem que dar um basta. O cara tem que ter muita cabeça para jogar futebol. Começa a pingar de time em time, joga em clubes ruins, que não pagam. Você não tem muita vida quando joga bola. Perdi muitas oportunidades. Não estava acordando com alegria para jogar. Não adianta fazer algo em que não se está feliz", lamentou o ex-meia, em entrevista ao globoesporte.com.

E às vésperas da inauguração da padaria Nova Veredas, Héverton diz que não foi uma transição simples. Antes de apostar nesse novo ramo, ele fez três cursos na área de administração: "Sou empreendedor. Quando eu jogava, não tinha tempo de administrar meus imóveis. Esse negócio da padaria é um sonho. Conheço muita gente que mexe com isso. Eles têm me dado respaldo grande. 90% de chance de dar certo. Não gosto de falar muito porque ainda não está aberta. Dá dinheiro, mas tem que saber administrar. Falta acabar a reforma e alguns trâmites legais para abrirmos".

Apesar daquele fatídico episódio em 2013, o ex-meia diz que tem um carinho muito grande pela Portuguesa e cogita até investir no clube no futuro. Apesar da situação do clube não ser das melhores atualmente, disputando a segunda divisão do Campeonato Paulista e a terceira do Brasileirão, ele ainda acredita que o tradicional time vai voltar a ser grande. "Até hoje não provaram nada. Não sou eu quem vou falar que "fulano" ou "cicrano" me deixou jogar. Foi um erro muito grotesco. Quem mais se prejudicou foi o clube. Espero que a Portuguesa volte a ser o que era antes. Vai voltar, tenho certeza absoluta", completou.

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