Beyoncé entrega prêmio a Colin Kaepernick, 1º da NFL a ajoelhar no hino dos EUA

Ex-quarterback do San Francisco 49ers foi o precursor dos protestos contra injustiça social na NFL

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Maior estrela pop da atualidade, a cantora americana Beyoncé entregou, na noite desta terça-feira, 5, o Prêmio Legado de Muhammad Ali, da revista Sports Illustrated, a Colin Kaepernick, ex-quarteback do San Francisco 49ers e o primeiro jogador da NFL a protestar durante o hino nacional. 

De acordo com o site da revista, "a honraria celebra indivíduos cujas dedicação aos ideias do espírito esportivo ultrapassam décadas e cujas carreiras esportivas têm impactado direta ou indiretamento o mundo". 

Chamada como apresentadora surpresa pelo comediante Trevor Noah, Beyoncé se disse "orgulhosa e honrada" pro entregar o prêmio. 

 

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"Colin entrou em ação sem medo de consequência ou repercussão", afirmou a cantora. "Apenas na esperança de mudar o mundo para melhor. Para mudar a percepção, para mudar a maneira como tratamos uns aos outros. Especialmente às pessoas de cor." 

Vencedor do prêmio no ano passado, Kareem Abdul-Jabbar declarou que Kaepernick é um "vencedor merecido" durante um vídeo. "Ele abarcou completamente o risco sobre sua carreira para lembrar os americanos do racismo sistêmico que estava negando os afro-americanos de suas oportunidades para igualdade na educação, trabalho, saúde e até suas vidas", concluiu o maior pontuador da história da NBA. 

Kaeperncik começou a ajoelhar no hino nacional americano na temporada passada como protesto à desigualdade racial e brutalidade policial. A demonstração iniciou uma onda de protestos por parte dos jogadores da NFL durante o hino, que tem sido repetidamente criticada pelo presidente Donald Trump. 

 

 

Kaepernick se desligou dos 49ers em março e desde então não assinou com nenhum outro time. Ele abriu uma queixa contra a NFL em outubro alegando que ele segue sem contrato em função de uma coalizão dos donos das franquias depois de seus protestos. 

Nesta terça, ele falou sobre continuar o legado de Ali na luta contra a injustiça social, contando que o ex-pugilista foi seu mentor "mesmo sem nunca ter me conhecido". 

"As pegadas que ele deixa são grandes e a vida dele tem sido uma tapeçaria de muitas texturas que é rica em amor, sabedoria, lições de vida e gentileza. Eu posso apenas esperar que estou dando passos no mesmo que ele deixou para o mundo seguir", concluiu. 

 

 

 

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