Conheça Paula Ivoglo, a primeira comentarista mulher da NFL no Brasil

Fundadora do 'NFL de Bolsa', Paula participou da transmissão do 'Monday Night Football' na Semana 1 da temporada 2017

Ao mesmo tempo que Beth Mowins se tornou a primeira mulher na história dos Estados Unidos a narrar uma partida da NFL em rede nacional, Paula Ivoglo foi a primeira a comentar um jogo da liga de futebol americano no Brasil, nesta segunda-feira, 11. Ela é a fundadora do site NFL de Bolsa, voltado para o público feminino que gosta e acompanha a modalidade. 

Paula conheceu a NFL em 2007, quando foi apresentada ao esporte por um ex-namorado e, assim que entendeu o jogo, "foi amor à primeira vista". No entanto, apesar de aumentar seu conhecimento sobre o esporte, ela não tinha com quem discutir o assunto. "Estava cansada do meu último emprego, decidi sair e criar o site. Então pensei, 'por que não colocar isso de uma maneira que atraia mais pessoas e incentive o esporte?' Principalmente as mulheres, porque não conhecia nenhuma que curtisse tanto quanto eu."

 

 

Até abrir inscrições para colaboradoras na última semana, ela era única pessoa a trabalhar no NFL de Bolsa. Seguindo sua ideia inicial sobre o site, o objetivo dela é manter a equipe totalmente feminina. "Um site feito por mulheres atingindo o público feminino."

Mesmo com a pouca presença do gênero no meio, ela ressalta ter sido vítima de preconceito nas redes sociais poucas vezes, "um comentário aqui, um tweet ali". "Logo em seguida, outros usuários repreenderam e já me deram apoio." 

 

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Pessoalmente, ela entende que as pessoas a subestimam num primeiro momento. "Além de toda aquela história de ser 'modinha' por torcer pelos Patriots, nos bares, quando vou assistir a jogos, pensam 'uma mulher não deve entender de futebol americano'. Mas aí coloco eles no lugar e percebem que realmente entendo", diz. 

Paula ainda recordou de um rapaz que conheceu em uma festa e que demorou a acreditar que ela conhecesse o esporte. "Depois de um tempo minhas amigas viraram para ele e disseram: 'você quer mesmo discutir futebol americano com ela?'" 

 

 

Além da interação com outros torcedores, a NFL trouxe mais duas coisas a Paula. A primeira delas foi um namorado, que conheceu "enquanto estava em um bar assistindo a um jogo". "O primeiro contato foi enquanto assistia uma partida da liga, então isso acabou me ajudando", lembrou, entre risadas. 

A segunda, uma nova carreira. Desde que deixou a tecnologia, área que entrou ao se formar em engenharia de sistemas e na qual trabalhou por 12 anos, ela se dedica ao jornalismo. Atualmente, faz um curso técnico de radialista, mas já concluiu o de jornalismo esportivo, jornalismo digital e revisão de textos. "Quando tentei, as turmas já estavam formadas, mas no ano que vem vou fazer uma pós-graduação em jornalismo esportivo", completou. 

 

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