Cinco motivos para assistir o UFC 218, com revanche entre Aldo e Holloway

Veja as principais histórias, os grandes nomes e o que está em jogo no UFC 218 deste sábado

 Aldo (esq) busca recuperar título de Holloway (dir) (Foto: Reprodução Instagram ufc_brasil) '

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Está chegando a hora do UFC 218, evento que acontece neste sábado, 2, na cidade de Detroit, nos Estados Unidos. O programa de lutas traz um card recheado de combates que podem definir o futuro de suas respectivas categorias no Ultimate, além da participação de três brasileiros. O duelo principal da noite terá uma revanche pelo cinturão dos penas: o campeão Max Holloway coloca seu título em jogo contra José Aldo, derrotado pelo havaiano no primeiro encontro entre eles, em junho deste ano, no Brasil.

Além da luta pelo título até 66 kg, outro importante combate é entre os pesos pesados Francis Ngannou e Alistair Overeem, que pode decidir a próxima desafiante da divisão, situação parecida com a vivida por Henry Cejudo e Sergio Pettis, que medem forças por uma chance de disputar o cinturão dos moscas. Outra luta que promete agitar os fãs é o duelo peso leve entre Eddie Alvarez e Justin  Gaethje.

No card preliminar, dois brasileiros em ação. O primeiro será Alex Cowboy, que faz duelo peso meio-médio com Yancy Medeiros. Na sequência, é a vez de Charles do Bronx desafiar Paul Felder nos leves. Para você entrar no clima do UFC 218, confira cinco motivos para você assistir o evento:

 

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1 - O segundo capítulo entre José Aldo e Max Holloway

 Aldo (esq) faz revanche com Holloway (dir) (Foto: Reprodução Instagram ufc)

Quando José Aldo e Max Holloway ficaram novamente frente a frente no octógono, não será somente o cinturão peso pena que estará em jogo. Só para o o brasileiro, por exemplo, serão três desafios em jogo, começando pela chance de se vingar de seu algoz mais recente, há quase exatos seis meses.

Se vencer a revanche com o havaiano, Aldo irá não só ‘limpar’ a derrota de seu cartel, mas também repetir a história vivida em 2016, quando enfrentou Frankie Edgar no UFC 200, sete meses após ser destronado por Conor McGregor, e se recolocou no topo até 66 kg. De quebra, irá carimbar, de uma vez por todas, seu nome no grupo de melhores de todos os tempos.

Holloway, por sua vez, ainda está longe de ser considerado uma lenda do esporte, porém vem caminhando a passos largos para conquistar tal feito. Invicto há três anos e com uma incrível série de 11 triunfos consecutivos, o ‘Abençoado’ quer provar que a vitória conquistado no Rio de Janeiro não foi por acaso. Com apenas 25 anos, Max sabe que o resultado positivo o consolida como uma nova estrela mundial do MMA.  

2 - Briga de cachorro grande 

 A. Overeem (esq) e F. Ngannou (dir) fazem duelo de gigantes (Foto: Reprodução Youtube ufc)

Alistair Overeem x Francis Ngannou é o típico confronto que não se pode piscar. Agressivos e donos de punhos poderosos, os dois pesos pesados têm um costume em comum: estirar corpos no chão. Em Detroit, a chance de um deles obter êxito na missão de nocautear é grande. De quebra, o vencedor se coloca como principal candidato ao posto de desafiante dos pesados contra o atual campeão Stipe Miocic.

Nocauteado por Miocic em setembro de 2016, Overeem viu os planos de chegar ao topo irem por água baixo, porém o nocaute em Mark Hunt e o triunfo sobre Fabrício Werdum, ambos em 2017, o recolocaram como uma das principais ameaças dos pesados. Mais inteligente taticamente e escondendo o já conhecido queixo frágil, The Reem está pronto para, mais uma vez, chocar o mundo.

Nova sensação dos pesados, Ngannou ainda não sabe o que é perder no Ultimate: em cinco pelejas, foram uma finalização e quatro nocautes, o mais recente contra Andrei Arlovski, em janeiro. Conhecido pela sua agilidade e extrema potência nos socos, o camaronês radicado na França quer provar, de uma vez por todas, que chegou para ser uma estrela na categoria mais pesada do planeta.

 

3 - Promessa de anarquia

 Alvarez (esq) busca recuperação contra Gaethje (dir) (Foto: Reprodução Youtube ufc)

Não espere menos que muita agressividade e um duelo cheio de reviravoltas entre Eddie Alvarez e Justin Gaethje, treinadores da 26ª temporada do The Ultimate Fighter. Integrantes do top 5 dos leves, os dois tem de coração o que tem de técnica em cima no octógono, quase sempre protagonizando batalhas memoráveis ao público, especialmente o recém chegado à casa.

Com 100% de aproveitamento em 18 lutas profissionais, Gaethje não precisa do microfone para se promover, já que seus números (15 nocautes) e apresentações falam por si só. Sua estreia no Ultimate, em julho deste ano, quando nocauteou Michael Johnson na melhor luta de 2018 até aqui, foi um ótimo cartão de visitas do ex-campeão do WSOF.

Alvarez, em contrapartida, precisa recuperar o prestígio conquistado simultaneamente às conquistas dos títulos do Bellator e UFC. Embora suas apresentações no maior octógono do mundo não tenham sido de encher os olhos, sua capacidade de brilhar é inegável - Rafael dos Anjos que o diga. Se fizer as pazes com a vitória, se recoloca como um dos principais leves da atualidade.

 

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4 - Experiência x Juventude 

 Cejudo (esq) tem experiência sobre Pettis (dir) (Foto: Reprodução Youtube ufc)

Principais opções ao posto de desafiante ao ‘imbatível’ Demetrious Johnson, Henry Cejudo e Sergio Pettis vão, enfim, decidir a vaga ’na mão’. O embate, marcado originalmente para o UFC 211, em maio, coloca um experiente competidor frente à uma jovem promessa até 56 kg. O curioso é que se olharmos os cartéis no MMA, o caçula da família Pettis tem duas lutas a mais (16-2 contra 14-2).

Contudo, o passado olímpico vitorioso de Cejudo nos dá o direito de colocá-lo como o mais tarimbado da dupla. Superado apenas por Johnson e Joseph Benavidez em uma decisão dividida contestadíssima, o wrestler olímpico vem evoluindo de maneira acelerada, especialmente na trocação, como podemos notar no nocaute brutal para cima de Wilson Reis, em setembro.

O mesmo pode se dizer de Pettis, que mesmo com somente 24 primaveras completas já mostra maturidade de veterano no octógono. As derrotas para Alex Caceres e Ryan Benoit, há mais de dois anos, só serviram para lapidar ainda mais a jóia norte-americana, que vem escondendo os buracos de seu jogo em busca de chegar ao patamar alcançado pelo irmão mais velho Anthony Pettis, ex-campeão dos leves.

 

5 - Mais Brasil em ação 

 C. Oliveira (esq) e A. Cowboy (dir) representam o Brasil (Foto: Reprodução site oficial UFC)

Além de José Aldo, mais dois brasileiros estarão em ação no próximo sábado, ambos na porção preliminar. O primeiro a subir no octógono será Alex Cowboy, que vai enfrentar o havaiano Yancy Medeiros. No top 15 dos meio-médios, o carioca defende uma invencibilidade que já dura cinco lutas, incluindo triunfos sobre nomes renomados como Will Brooks, Tim Means e Ryan La Flare.

Fechando as preliminares, Charles do Bronx precisar colocar seu jiu-jitsu em prática para passar pelo agressivo Paul Felder, que vem embalado por dois nocautes. Atuando no peso leve, Charlinho, que já manifestou o desejo de retornar aos penas, quer manter a boa fase reconquistada em abril deste ano, quando surpreendeu ao finalizar Will Brooks em menos de três minutos. Jiu-jítsu ou muay thai, qual estilo irá prevalecer?

 

UFC 218: Holloway vs. Aldo 2

Little Caesars Arena, Detroit, Estados Unidos, 02/12/2017, a partir de 21h15 (horário de Brasília)

TRANSMISSÃO: Canal Combate (todo o card) TV Globo (luta principal)

CARD PRINCIPAL

Peso pena: Max Holloway x José Aldo

Peso pesado: Alistair Overeem x Francis Ngannou

Peso mosca: Henry Cejudo x Sergio Pettis

Peso leve: Eddie Alvarez x Justin Gaethje

Peso palha: Tecia Torres x Michelle Waterson

CARD PRELIMINAR

Peso leve: Charles do Bronx x Paul Felder

Peso meio-médio: Alex Cowboy x Yancy Medeiros

Peso leve: David Teymur x Drakkar Klose

Peso palha: Felice Herrig x Cortney Casey

Peso meio-médio: Sabah Homasi x Abdul Razak Alhassan

Peso meio-pesado: Jeremy Kimball x Dominick Reyes

Peso pesado: Justin Willis x Allen Crowder

Peso palha: Amanda Cooper x Angela Magaña

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