'Alguém olhou por mim', diz lutador que ficou 5 minutos com coração parado

Durante evento de MMA, C.J. Hancock sofreu um enfarte e foi ressuscitado após massagem cardíaca e duas desfibrilações

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Clovis "C.J." Hancock passou por uma das experiências mais extremas em um ringue de artes marciais dos últimos tempos. Durante a luta contra Charlie Ontiveros, na última sexta-feira, 3, no LFA 26, em Houston, ele sofreu um enfarte, ficou com o coração parado por cinco minutos, mas conseguiu voltar após atendimento rápido dos médicos. 

"Me lembro de tudo o que aconteceu até meu corpo apagar no segundo round. Depois, me lembro de acordar no hospital com a minha irmã segurando minha mão direita e minha namorada segurando a esquerda", recorda C.J. ao Fera, pouco menos de uma semana depois do incidente e ainda sentindo tontura devido aos medicamentos. 

 

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Atendido em pleno ringue pelos médicos, Hancock foi submetido a massagem cardíaca e a duas desfibrilações antes de ser reanimado. Neste tempo, seu coração ficou parado por cinco minutos e ele sofreu uma falência renal. "Fiquei no hospital por dois dias e me disseram que estava extremamente desidratado. Me deram oito doses de soro. Só poderei voltar a fazer exercícios físicos em seis semanas."

Depois do susto, o americano de 32 anos planeja parar com as artes marciais mistas, mas não se aposentar totalmente das lutas. "Ficarei somente em desafios de jiu-jitsu brasileiro no próximo ano e testar como me saio. Meu objetivo é conquistar um cinturão da modalidade no Texas", afirma. 

 

 

"Assistir ao vídeo da reanimação foi muito duro para mim. Sinto que havia alguém olhando por mim, e agora sinto que tenho uma razão (em estar aqui) e estou extremamente motivado", completa. 

Para C.J., o corte de 20,4 kg antes do evento foi a principal razão pelo seu colapso. Pesando normalmente 95,5 kg, ele teve que descer aos 77,1 kg para ir ao ringue. Seu objetivo agora é alertar outros competidores sobre os riscos desse corte brusco. "Se eu puder ajudar a acabar com isso seria muito bom. É muito perigoso e faz muito mal ao corpo dos atletas."

 

 

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