Ataques de tubarão cancelam etapa australiana do Mundial de Surfe

Italiano Alejandro Travaglini foi mordido na perna e teve de ser socorrido de helicóptero

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A Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira (18) o cancelamento da etapa de Margaret River, na Austrália, do Circuito Mundial. "O elevado risco nesta temporada em Margaret River passou o limite do aceitável", informa parte do comunicado publicado no site oficial da entidade.

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Dois ataques de tubarões ocorreram em local próximo da área de competição, causando pânico e assustando mais uma vez os surfistas. Em Cobblestones o italiano Alejandro Travaglini foi mordido na perna e teve de ser socorrido de helicóptero e levado para um hospital em Perth. Já dinamarquês Justin Longrass foi atacado em Lefthanders e machucou a perna e ficou com as marcas da mordida em sua prancha.

Na última segunda-feira (16), a competição feminina do Margaret River Pro foi paralisada por algumas horas e só foi retomada quando as autoridades garantiram que não havia risco para os surfistas. No alto, drones monitoravam as atividades dentro da água, para detectar qualquer presença de tubarão.

Para os brasileiros que estão competindo na terceira etapa do Circuito Mundial de Surfe, a situação é bastante tensa. "Hoje tiveram dois ataques de tubarão numa praia próxima que estamos competindo. Eu não me sinto seguro treinando e competindo nesse tipo de lugar, qualquer hora pode acontecer alguma coisa com um de nós. Espero que não. Deixando minha opinião antes que seja tarde", comentou Gabriel Medina.

Italo Ferreira, líder do campeonato, concordou com seu companheiro. "Dois ataques de tubarão em menos de 24h aqui na Austrália. Detalhe: apenas alguns quilômetros de onde está sendo realizado o evento. Muito perigoso, não acham? E, mesmo assim, continuam insistindo em fazer etapas onde o risco de ter esse tipo de acidente é 90%. Aí eu pergunto: a segurança dos atletas não é prioridade? Já tivemos vários alertas", disse.

O surfista aproveitou suas redes sociais para desabafar sobre o perigo. "Fica o questionamento: dinheiro e o entretenimento de uma “visita” inusitada de um tubarão valem mais que uma vida? Espero que isso não aconteça com nenhum de nós. Eu não me sinto confortável treinando e competindo em lugares assim", continuou.

Para Sophie Goldschmidt, CEO da WSL (Liga Mundial de Surfe), a segurança é uma prioridade. "Surfe é um esporte diferente dos outros. A segurança do surfista e da equipe de funcionários são prioridades da WSL. Nossos protocolos de segurança serão intensificados. Os pensamentos estão com a vítima e sua família", comentou, prometendo garantir a segurança para os competidores.

Veja o vídeo (cenas fortes):

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