Ele começou em projeto social, treina na rua e é esperança brasileira na neve

Victor Santos está perto de garantir participação na Olimpíada de Inverno de PyeongChang

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Depois de uma infância difícil, Victor Santos tinha tudo para ser apenas mais um brasileiro sem grandes perspectivas na vida. Tudo isso mudou quando ele tinha 15 anos, pois hoje, aos 19, o jovem está muito perto de representar o Brasil no cross country em uma Olimpíada de Inverno. A "virada" na vida de Victor aconteceu graças ao projeto social "Ski na Rua", criado pelo atleta olímpico Leandro Ribela e que o menino chegou "por acaso".

"Meus amigos me apresentaram o rollerski, falaram que era um esporte legal, com muita subida e descida e que dava bastante adrenalina. Eu fui ver só por curiosidade. Na primeira vez que andei, já achei demais. Foi um pouco difícil a primeira subida, cansou um pouco, mas a descida foi a recompensa. Eu comecei a me dedicar e fui gostando cada vez mais", disse o garoto, que admite que, antes disso não tinha noção onde estava se metendo. "Eu nem fazia ideia do que era. Eu conhecia mais o ski alpino e o snowboard, que passava bastante na TV e eu já tinha visto em alguns jogos de videogame".

Apesar de estar bem perto de uma vaga no cross country na Olimpíada de PyeongChang (Coreia do Sul), Victor sequer treina em seu esporte na maior parte do tempo. Isso porque, para isso, ele precisaria de neve, o que não acontece em São Paulo, onde ele nasceu e treina em um patins específico que reproduz com rodinhas o "efeito" da neve. O atleta admite que isso é um problema, mas não desanima: "Faz muita diferença você treinar com rollerski do que com o ski. O ski é bem mais técnico, algumas vezes com o roller você acaba acostumando com alguma coisa que, no ski, é um defeito. Aí quando você chega na neve, por conta do gelo, você tem que usar mais a ponta do ski para ter um deslize melhor. No asfalto, qualquer coisa que você faz dá pra corrigir mais fácil".

O atleta, que treina na Cidade Universitária, na zona oeste, se dedica ao esporte quase em tempo integral, intercalando treinos técnicos, com outros específicos e musculação, admite que, quando começou, jamais imaginaria ir longe no esporte: "Eu só queria andar de rollerski para me divertir, mas depois eu fui vendo que era possível me tornar um atleta. Aí eu passei a me dedicar mais e estou buscando isso. Meu sonho é participar da próxima Olimpíada de Inverno".

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