Mineirinho recorda infância: 'Minha mãe botou fogo em casa comigo dentro'

Surfista brasileiro passou seus primeiros anos de vida dentro de uma favela

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Hoje em dia um dos grandes atletas brasileiros em todo o mundo, sendo consagrado campeão mundial de surfe em 2015, Adriano de Souza, o Mineirinho, nem sempre foi essa referência em todo o mundo. Na infância, ele esteve perto de se perder para o crime algumas vezes e foi graças à família que superou as dificuldades.

O atleta foi mais um a escrever para o "The Player's Tribune", site criado para que esportistas possam contar algumas histórias de suas vidas. No texto de Mineirinho, destaque para os detalhes sobre sua infância no Guarujá, no litoral paulista. "É difícil encontrar beleza dentro da favela. Muitas pessoas só têm uma chance, e é o crime. Drogas, violência, esse tipo de coisa. É tudo tão cheio, tão sujo. Os carros de polícia nem mesmo podem passar pelas ruas. Mas eles tentam. Parece que as sirenes ecoam a noite inteira", contou.

"Não existem muitas expectativas para uma vida dentro de uma favela. E não existem motivos para felicidade, também. (...) A felicidade parecia tão distante das favelas. Eu precisava saber onde encontrá-la. (...) Não era da favela que queria escapar. Minha casa não era o lugar mais feliz, também", continuou, detalhando a relação com sua mãe. "Mamãe tinha depressão. Quatro meses depois que eu nasci, ela aparentemente colocou fogo na casa e saiu enquanto eu ainda estava lá dentro. Foi um vizinho que salvou a minha vida", revelou o surfista.

"Conheço a bravura. Pois vi isso em meu pai quando ele largou o trabalho para cuidar da minha mãe. Vi em minha mãe, que lutava contra uma tristeza diária que ninguém conseguiria entender. Vi isso em meu irmão, que virou chefe de família quando ele só tinha 18 anos. Eu queria ser bravo, como eles", completou.

Veja o texto completo.

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