Galvão Bueno critica CBA e lamenta F-1 sem brasileiros: 'É muito triste'

Após aposentadoria de Felipe Massa, Brasil ficará sem representantes na categoria pela primeira vez desde 1970

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A última corrida de Felipe Massa em Interlagos neste domingo, 12, marca o fim da linha do Brasil na Fórmula 1. A aposentadoria do piloto da Williams encerra uma sequência de 47 anos com pelo menos um brasileiro no grid, desde a estreia do lendário Emerson Fittipaldi na competição, em 1970. Em entrevista exclusiva ao Fera, Galvão Bueno lamentou a falta de pilotos brasileiros, o que segundo ele é o resultado da falta de incentivo das autoridades responsáveis. 

"Eu sou produto dos anos 70 e desde essa época que temos no mínimo um brasileiro. Mas isso não é que nem chuva que caiu do céu porque mudou o tempo. Nós não temos e nunca tivemos um projeto de auxílio e assistência por parte da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) para jovens pilotos. Atualmente, não há sequer uma categoria escola. O problema não é essa gestão, são todas. É muito triste, é lamentável", disse Galvão Bueno. 

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Em quase 70 anos de história da Fórmula 1, o Brasil teve 31 pilotos na categoria. E agora o país corre em busca de nomes para substituir Felipe Massa. Entre os mais prováveis estão os descendentes de campeões mundiais. Pietro Fittipaldi, neto de Emerson, tem 21 anos e lidera a temporada da Fórmula Renault V8 3,5. Pedro Piquet, de 19 anos, é filho de Nelson Piquet e disputou a Fórmula 3 Europeia. Quem parece estar bastante perto também é o mineiro Sérgio Sette Câmara, de 19 anos, que neste ano ganhou uma etapa na Fórmula 2, principal categoria de acesso à Fórmula 1.

Segundo Galvão essa solução também é parte do problema, pois o Brasil é muito dependente do investimento das famílias daqueles que querem seguir carreira no automobilismo. E o narrador fala com propriedade sobre assunto, afinal, além de ser o narrador oficial da Fórmula 1 há muito anos, ele é pai dois pilotos Cacá e Popó Bueno.

"O Emerson está trabalhando pelo neto. O Piquet pelo filho. Falei com o pai do Sette Câmara e ele me disse que não tem mais de onde tirar dinheiro. É sempre o pai. Eu sei disso porque tenho dois filhos pilotos e chegou uma hora que eu não tinha mais gás. Nunca existiu um projeto importante por parte das autoridades esportivas do Brasil. É profundamente lamentável", ressaltou.  

Grande Prêmio do Brasil

Na corrida deste domingo, o finlandês Valtteri Bottas da Mercedes vai largar na frente, seguido pelas Ferraris de Sebastian Vettel, que foi superado na última volta e Kimi Raikkonen. O mais novo tetracampeão da categoria, Lewis Hamilton era o favorito para conquistar a pole, mas bateu logo no início da sessão e terá de largar em último. Em sua despedida do GP Brasil, Felipe Massa largará na décima posição. 

"Quem vai ganhar amanhã? Responder isso é muito difícil, mas a corrida está entre Bottas, Vettel e Raikkonen. Hamilton já conquistou o título e vai largar em último. Amanhã ele vai correr para dar espetáculo. Vai ser uma grande corrida", apostou Galvão Bueno.

 

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