Brasileira muda de sexo e conquista vaga em time feminino de vôlei na Itália

Transexual Tiffany Abreu chegou a atuar na Superliga nacional masculina e jogar entre os homens na Holanda e na Bélgica, já em meio a processo da troca de sexo

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A transexual Tiffany Abreu tornou-se a primeira atleta brasileira a conseguir autorização da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para jogar entre as mulheres - e vem atuando, com destaque, no Golem Volley, equipe da cidade italiana de Palmi, que disputa a segunda divisão do campeonato nacional.

Na útlima partida, no domingo, a primeira em que atuou oficialmente como mulher, ela não só marcou 28 pontos e levou a equipe à vitória contra o Delta Trentino como também foi escolhida a melhor em quadra. As informações são do portal Globoesporte.

Tiffany, que prefere não revelar o nome masculino que usava no passado, chegou a jogar a Superliga B masculina no Brasil, por Juiz de Fora e Foz do Iguaçu. Já como transexual, e em meio ao processo de transformação de sexo, chegou a jogar entre os homens, na Holanda e na Bélgica. Ao fim do tratamento hormonal, deu entrada nos papéis e, depois de uma longa burocracia, finalmente comemora que já pode entrar em quadra ao lado das mulheres.

"Depois que tudo deu certo, me transferi para a Itália para jogar na Liga 2", revela a brasileira, que disse ter sido muito bem recebida na cidade e pelas companheiras de equipe. "Fui recebida com muito carinho, muito amor. A cidade toda. As meninas me tratam como se fossemos irmãs. Não tenho nada de diferente".

Sobre a primeira partida com suas novas companheiras, a jogadora revela que estava nervosa antes de atuar. "Foi muito difícil para mim. Eu estava muito nervosa. Sou muito tímida. Foi uma pressão grande sobre mim, as meninas precisavam de mim. A equipe é muito boa, mas precisa de uma pitada de energia. E foi minha energia que fez todo mundo jogar bem. O ginásio estava lotado, foi muito lindo". Após o fim do jogo, Tiffany foi bastante aplaudida pelas torcidas.

Próximo projeto de Tiffany? Voltar ao Brasil para, quem sabe, disputar a Superliga novamente, desta vez numa equipe feminina. 

 

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