Ex-jogadora critica liberação de atleta transexual na Superliga

Ana Paula defende que decisão é injusta porque o "corpo foi construído com testosterona durante a vida toda"

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Uma polêmica no vôlei rendeu as manchetes brasileiras este mês. Tiffany Abreu, novo reforço do Bauru, se tornou a primeira atleta transexual a ter autorização da Federação Internacional da modalidade para atuar entre as mulheres. A novidade dividiu opiniões dentro e fora das quadras. Desta vez, a ex-jogadora Ana Paula e atual bloqueira do Estadão, usou as redes sociais para dizer que não concorda com a decisão.

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"Muitas jogadoras não vão se pronunciar com medo da injusta patrulha, mas a maioria não acha justo uma trans jogar com as mulheres. E não é. Corpo foi construído com testosterona durante a vida toda. Não é preconceito, é fisiologia. Por que não então uma seleção feminina só com trans? Imbatível", escreveu em seu perfil oficial no twitter.

Nos comentários da publicação, alguns leitores responderam a ex-jogadora, que fez questão de explicar a sua opinião. Ela conta que durante a sua carreira precisou realizar diversos exames antidoping para comprovar que não havia um traço de testosterona em seu corpo. "O problema é que enquanto todas as jogadoras não puderam construir seus corpos, músculos e ossos com a ajuda da testosterona, essa moça pôde durante antes". 

Ana Paula ainda foi questionada sobre uma possível substituição de mulheres por trans nos esportes. "Por que não? Se sou técnica, lógico que preferiria uma trans com o corpo lapidado por testosterona a vida toda. E mandaria levantar todas as bolas pra ela. Atletismo? Boxe? Judô? Sim, quero uma trans na minha equipe", escreveu.

A goiana Tiffany, nascida como Rodrigo, já defendeu equipes masculinas na Bélgica, Holanda, França e Espanha. A atleta atuou na Série A2 na Itália na última temporada, defendendo as cores do Golem Software Palmi. No Brasil, inicia a sua trajetória no vôlei feminino.

 

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