Transexual do vôlei ignora polêmica e nega vantagem: 'Quem diz é estúpido'

Tiffany Abreu foi acusada de ter mais força do que as demais jogadoras

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A brasileira Tiffany Abreu, primeira transexual a atuar no vôlei italiano, no Golem Palmi, da segunda divisão do campeonato nacional, minimizou a repercussão depois de ser acusada de levar vantagem sobre as outras atletas e garantiu que tem apenas um desejo: seguir a carreira normalmente.

"Toda essa polêmica me deixou mais forte. Agora, estou muito mais tranquila, porque sou eu mesma", disse a oposta de 32 anos e 1,94m de altura, em entrevista via videoconferência organizada pela equipe que a jogadora defende.

Nascida Rodrigo, em Goiânia, a atleta obteve autorização da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para disputar competições femininas, depois de defender equipes masculinas na Bélgica, Holanda, França e Espanha. "Estou muito feliz. Aqui, me sinto em casa. As pessoas me acolheram muito bem e as meninas da equipe são como uma grande família para mim", afirmou a brasileira.

As equipes adversárias do Golem Palmi vem acusando a equipe de tirar vantagem, por considerar que Tiffany está a frente fisicamente das demais competidoras. "Quem diz isso é um estúpido", garantiu a oposta, que explicou que cumpre a legislação estabelecida pelo COI para permitir a participação de transexuais em competições femininas, como a exigência de que o nível de testosterona seja inferior a 10 nanogranos por litro de sangue, durante, pelo menos, 12 meses antes da disputa.

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