Zé Roberto Guimarães admite possibilidade de convocar Tiffany à seleção

'Se tiver nível, pode jogar, sim', afirmou o treinador do Brasil e do Barueri

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José Roberto Guimarães, técnico do Barueri, afirmou que Tiffany, a primeira trans a jogar na Superliga, pode ter chance na seleção brasileira, equipe que ele também comanda. 

"Eu acho que, se ela foi elegível pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB, na sigla em inglês), pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), ela é elegível para jogar em qualquer lugar, até na seleção brasileira. Se ela tiver nível, ela pode jogar, sim, na seleção", afirmou Zé Roberto ao GloboEsporte.com, depois da derrota por 3 sets a 0 para o Sesc/ Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 22. 

 

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Esta não é a primeira vez que Zé Roberto fala sobre as chances de convocação de Tiffany. Em entrevista ao blog de Bruno Voloch, no Estado, o treinador já havia admitido a possibilidade. 

"A questão é bem simples. Se a Tiffany render dentro de quadra o esperado e fizer a diferença tecnicamente falando, passa a interessar como qualquer outra atleta. Quero o melhor para a seleção", afirmou, em 7 de dezembro. "Se for o caso irei consultar a CBV e como a Tiffany está liberada juridicamente para jogar a Superliga não vejo problema algum em ser convocada. Basta que ela esteja elegível." 

"Melhor tê-la a favor do que contra", completou, em tom de brincadeira. 

A presença da ponteira no time do Bauru, que disputa a Superliga feminina, tem dividido opiniões neste ano. Recentemente, a ex-jogadora Ana Paula Henkel se manifestou contra a liberação de Tiffany.

"Muitas jogadoras não vão se pronunciar com medo da injusta patrulha, mas a maioria não acha justo uma trans jogar com as mulheres. E não é. Corpo foi construído com testosterona durante a vida toda. Não é preconceito, é fisiologia. Por que não então uma seleção feminina só com trans? Imbatível", escreveu em sua conta no Twitter Ana Paula, que também é blogueira do Estado. 

 

 

A liberação de Tiffany para atuar entre as mulheres segue determinação do COI, que aprova a presença de trans na categoria feminina caso o nível de testosterona seja menor do que 10 nanogramas. Como citado pelo GloboEsporte.com, a ponteira possui 0,2 ng de testosterona. 

A goiana Tiffany, nascida como Rodrigo, já defendeu equipes masculinas na Bélgica, Holanda, França e Espanha. A atleta atuou na Série A2 na Itália na última temporada, defendendo as cores do Golem Software Palmi. No Brasil, inicia a sua trajetória no vôlei feminino no Bauru, onde foi contratada e estreou no início de dezembro. 

 

 

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