P1 nas pistas

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Automobilismo para entusiastas

Acabou a abstinência! O que achamos dos dois primeiros treinos da F1 na Austrália

Sinto informá-los, mas a divisão de forças na F1 continua a mesma após o que pudemos ver pelos dois treinos livres realizados na última noite/madrugada brasileira em Melbourne. Pelo menos, a abstinência de mais de 100 dias sem Fórmula 1 finalmente se vai. Não vamos falar aqui, no entanto, dos tempos anotado por Lewis Hamilton nas duas sessões e analisar diferenças técnicas.

Vamos ao que o povo gosta – ou não.

O halo. QUE COISA MAIS H-O-R-R-Í-V-E-L. Nas imagens das câmeras onboard, ficou ainda pior – não dá para ver a pista! E ainda querem fazer o público engolir que a peça de titânio não atrapalha a visão do piloto. Atrapalha sim, a ponto de pilotos como Kevin Magnussen expressarem sua preocupação em algumas curvas específicas em declive ou aclive, como por exemplo a Eau Rouge em Spa, contornada a cerca de 315 km/h.

Prova de que a peça atrapalha mesmo é o fato de um novo set de luzes de largada ser instalado metros abaixo do original para que os pilotos no grid consigam ver as luzes. Outro fato: sabendo que atrapalha a visão do telespectador, porque não mudar o posicionamento das câmeras onboard? As equipes tiveram que se virar até para fazer os monitores que são colocados sobre o cockpit para que o piloto acompanhe a tabela de tempos.

Ficou muito feio. Espero que encontrem logo uma outra solução – como o windscreen que a Indy vem testando.

Golaço brasileiro na Fórmula 1. As pesadas críticas contra o halo e sua aparência de alça de chinelo fez a Alpargatas, dona da marca Havaianas, surfar na onda e fechar um acordo de patrocínio com a Force India. Onde estampar a marca? Ora, nas alças, digo, no halo! Jogada até óbvia, mas inteligentíssima. Jogada semelhante fez a inglesa Gandys, também fabricante de chinelos e sandálias, com a McLaren.

Bom, a temporada começou. Quanto à (falta de) beleza do halo, pelo menos neste ano nós teremos de nos acostumar.

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