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Desejado por equipes, Daniel Ricciardo vira peça principal do quebra-cabeça da F1

O GP da França, que acontece neste final de semana no retorno da Fórmula 1 a Paul Ricard após 28 anos, já começou quente nos bastidores. O dia é de entrevistas coletivas de pilotos e dirigentes de equipes, e uma bomba publicada na mídia alemã caiu sobre o paddock: a de que a McLaren teria oferecido um contrato de 17 milhões de euros a Daniel Ricciardo, hoje na Red Bull.

A soma, que passa dos 70 milhões de reais, interessou ao sorridente australiano, pois trata-se do triplo que ganha hoje em dia em sua atual equipe.

Também foi ventilado o eventual interesse da Renault no piloto, que só nesta temporada já venceu duas provas – China e Mônaco.

Ricciardo torna-se, agora, a principal peça do quebra-cabeça da Fórmula 1 para 2019. No entanto, ele depende de outros movimentos e vive uma verdadeira sinuca de bico.

Não é segredo para ninguém que o australiano deseja juntar-se à Ferrari ou Mercedes, substituindo, respectivamente, Kimi Raikkonen ou Valtteri Bottas. São os dois melhores carros da F1 atual. Riccardo ocupa o terceiro melhor cockpit.

É aí que começam os problemas: tanto Bottas como Hamilton deverão ter seus contratos renovados na Mercedes; na Ferrari, a presença de Kimi, um piloto hoje pouco combativo e apagadíssimo, agrada a Sebastian Vettel, líder do time vermelho. Ficar na Red Bull pode ser um problema, já que os austríacos anunciaram no começo da semana que usarão os motores Honda a partir da próxima temporada.

E, apesar da aparente melhora da Honda, hoje na Toro Rosso, em relação aos três atribulados anos anteriores com a McLaren, o desempenho ainda deixa a desejar.

Ricciardo não quer ficar na promessa da Honda.

Na McLaren, de quem recebeu proposta, ele substituiria mais provavelmente Fernando Alonso, que acabou de vencer as 24 Horas de Le Mans e sinaliza agora que quer completar a tríplice coroa do automobilismo com as 500 Milhas de Indianápolis. Stoffel Vandoorne não tem apresentado grande desempenho, e a equipe inglesa aposta no jovem Lando Norris, líder da Fórmula 2, e que também foi assediado por três equipes, entre elas a Toro Rosso, para correr já neste ano. A McLaren disse não.

Consultor da Red Bull, Helmut Marko confirmou a oferta dos ingleses, sinal claríssimo de que Fernando Alonso deve mesmo não continuar na F1 após o fim da temporada.

Sair de um time que tem reconhecidamente o melhor chassi da F1, mas que terá a promessa de um bom motor?

Entrar em um time – que pode ser McLaren ou Renault – cujo motor (Renault) também não é páreo para as unidades de Ferrari e Mercedes?

Entrar em um time – novamente McLaren ou Renault – para tentar construir a equipe em torno de si mesmo para colher resultados a longo prazo como fez Hamilton na Mercedes?

Pensando no curto prazo, o bom e sorridente australiano não tem para onde ir.

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