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Automobilismo para entusiastas

Fórmula 1 sem pilotos brasileiros na temporada de 2018. E daí?

Pela primeira vez desde o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1969, realizado em Brands Hatch, um piloto brasileiro não estará no grid da principal categoria do automobilismo mundial. A aposentadoria anunciada de Felipe Massa às vésperas do GP do Brasil em Interlagos coloca fim a uma história ininterrupta de 49 anos com representantes tupiniquins no Mundial.

Uma história que começou na década de 1950 com Chico Landi. Foram 32 brasileiros, no total, que passaram pela categoria. Os de maior destaque, claro, Emerson, Piquet, Senna, além dos que venceram provas como José Carlos Pace, Rubens Barrichello e Felipe Massa. São oito títulos, sete vice-campeonatos e 101 vitórias. Uma história de respeito e que poucos países alcançaram na categoria.

 

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Se o interesse pela F-1 no Brasil caiu após a morte de Ayrton Senna, ele deve cair ainda mais com a saída de Felipe Massa do circo. Entretanto, há que se olhar também o lado positivo: os fãs que continuaram pós-1994 e os que continuarão a acompanhar a F-1 a partir do próximo ano vão ver as corridas e consumir seus produtos porque, puramente, gostam da categoria, da velocidade, da tecnologia. Um público mais qualificado, em suma.

Assim, as transmissões de TV, principalmente no Brasil, tendem a trazer mais qualidade técnica de conteúdo, como acontece, por exemplo, na Inglaterra, na América Latina e até nos Estados Unidos. Um material mais informativo, desapegado ao patriotismo e focado em seus principais personagens – os pilotos e os carros – tende a render mais fãs.

Por isso, a Fórmula 1 não vai acabar porque não tem brasileiro no grid. Embora haja alguns nomes nacionais que possam ser considerados para a categoria no futuro – e não se anime, são poucos -, este prazo pode ser bem extenso: Sérgio Sette Câmara, na Fórmula 2, Pietro Fittipaldi, que disputa o título da Fórmula V8 neste final de semana, e Pedro Piquet, filho do tricampeão e que atualmente disputa a Fórmula 3 Europeia, são os que estão nos degraus mais altos da escada rumo ao Olimpo do esporte a motor.

Mas vai levar tempo. Muito tempo.

Atualização (18h20): Pietro Fittipaldi sagrou-se campeão da World Series V8, categoria de monopostos bastante similar à GP2 e que até ano passado fazia parte do rol de campeonatos organizados pela Renault Sport. O neto de Emerson Fittipaldi terminou a prova desta sexta-feira, no Barein, em segundo lugar, e viu seu principal adversário, que largava da pole position, quebrar antes mesmo da largada.

É o segundo título internacional conquistado por um brasileiro em 2017 – o primeiro foi Lucas di Grassi, campeão da Fórmula E. Pena que a categoria em que Pietro conquistou seu título deixará de existir na próxima temporada em virtude do baixíssimo número de inscrições.

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