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Automobilismo para entusiastas

Hamilton e Vettel, tetracampeões, dão lição de maturidade na F1

Uma conquista, vários significados. Com o nono lugar no GP do México, Lewis Hamilton torna-se o quinto piloto na história a conquistar o quarto título na F1 (Schumacher, Fangio, Prost e Vettel); torna-se, também, o piloto britânico de maior sucesso na história da F1, superando os três títulos de Jackie Stewart. A imagem, abaixo, mostra que o inglês de 32 anos se dá conta disso.

Quando a ficha cai e Hamilton percebe que está entre os maiores (Foto: AFP)

Mais do que isso, suas atitudes demonstram o grau de maturidade atingindo durante uma temporada em que o piloto da Mercedes teve de dar tudo de si e do equipamento para sobressair. Não foi um campeonato fácil. Ele também não teve, neste ano, a sombra do companheiro de equipe – convenhamos que Rosberg foi o único que soube desestabilizá-lo, e o fez com maestria no ano passado.

Apesar disso, ele tinha um concorrente até mais gabaritado, e em uma equipe rival. Os dois mantiveram o nível da disputa lá no alto e, embora houvesse algumas rusgas – principalmente depois da batida deliberada de Vettel em Baku, da qual ele se desculpou posteriormente -, os dois tinham a exata noção do que estavam fazendo e pelo quê estavam lutando.

Duas demonstrações da maturidade atingida por Hamilton no fim de semana: seu tom nas entrevistas e a atitude de ir pessoalmente cumprimentar Sebastian Vettel. O piloto da Ferrari até interrompeu a entrevista que dava para abraçar o adversário.

Adversários, não rivais: Vettel parabeniza Hamilton pelo tetra (Foto: AFP)

“Não temos mais 20 anos. Somos adultos”. “A mente está no controle, não o que está em volta”. “Se você olhar para Nadal e Federer, a compostura que os dois tem durante um jogo e como se apresentam depois de uma vitória ou uma derrota. Acredito que estrelas e atletas assim marcam um exemplo. E eu tento seguir, realmente tiro muita inspiração disso”. Bingo.

O ferrarista seguiu a mesma linha. Claro, mostrava certo abatimento, entretanto, “o mais italiano entre os alemães” também destacou a qualidade da disputa e evitou apontar um ponto baixo na temporada. Vettel evitou falar do GP de Cingapura, naquela largada desastrosa que o tirou da corrida, e da falha de motor no Japão – dois abandonos em que Hamilton foi o vencedor.

Um fim de temporada mostrando grande maturidade entre dois pilotos que são adversários, não rivais.

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