FERA DO PASSADO: Oscar Schmidt recusou a NBA para fazer história pela seleção

Há exatos trinta anos, o ‘Mão Santa’ foi o cestinha da vitória do Brasil sobre os EUA no Pan-Americano

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No dia 23 de agosto de 1987, a seleção brasileira de basquete fez história ao vencer os Estados Unidos e conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, em Indianápolis. Os detalhes dessa vitória improvável e inesquecível você pode ver em reportagem especial publicada pelo Estadão. Aqui aproveitamos essa data especial para relembrar no nosso quadro Fera do Passado um pouco da carreira do maior jogador de basquete brasileiro, o cestinha daquela partida, Oscar Schmidt.

Liderado pela ‘Mão Santa’, que anotou 46 pontos naquele jogo, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 112 e se tornou a primeira equipe a derrotá-los em solo americano e marcar mais de 100 pontos em uma única partida. 

Aquele triunfo coroou uma geração de ouro que havia conquistado a prata no Pan de 83 e o quarto lugar no mundial de 86. E trouxe uma compensação a Oscar, que desistiu de jogar na NBA para vestir a camisa verde amarela.

Logo após a Olimpíada de Los Angeles, em 1984, Oscar foi draftado pelo Brooklyn Nets, mas não aceitou o convite, pois naquela época as regras da Federação Internacional de Basquete (Fiba) não permitiam que atletas profissionais participassem de competições internacionais por seus países.

Oscar disputou cinco jogos olímpicos, marca alcançada apenas por mais dois jogadores, Teófilo Cruz (Porto Rico) e Andrew Gaze (Austrália). E apesar de nunca ter conquistado uma medalha nos Jogos, conquistou vários recordes na competição. Com 1.093 pontos anotados, ele é o jogador que mais pontuou na história dos Jogos. Como se não bastasse, ele também é o maior cestinha em uma única partida, anotando 55 pontos na derrota do Brasil para a Espanha, por 118 a 110, em Seul-88. É dele a maior média de pontos: são 42,3 por jogo. Além desse recordes conquistados nas Olimpíadas, Oscar é também o maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos.   

Hall da Fama

Em 2013, conduzido por Larry Bird, lenda do Boston Celtics, Oscar Schmidt entrou oficialmente para o Hall da Fama Naismith, em cerimônia realizada na cidade de Springfield (EUA). Hortência (classe 2005) e Ubiratan (classe 2010) são os outros brasileiros nomeados. Além do “Mão Santa”, a turma de 2013 teve Gary Payton, Roger Brown, Sylvia Hatchell, Russ Granik, Richie Guerin, E.B. Henderson, Guy Lewis, Rick Pitino, Dawn Staley e Jerry Tarkanian.

Homenagem no Broklyn Nets

Neste ano, o 'Mão Santa' recebeu uma camisa personalizada - com o número 14 e o sobrenome às costas - do Brooklyn Nets, antigo New Jersey Nets, equipe que o selecionou no Draft de 1984, antes do jogo contra o Memphis Grizzlies, no Barclays Center. E mais de 30 anos depois, Oscar pode pisar em uma quadra da NBA. Aos 59 anos, ele participou do 'Jogo das Celebridades', evento com atores, cantores e ex-atletas que abriu o All-Star Weekend, no Mercedes-Benz Superdome, em New Orleans.

O 'Mão Santa' ficou em quadra por poucos minutos, mas converteu os dois arremessos que tentou na vitória de sua equipe, o Leste, sobre o Oeste por 88 a 59. E a participação de Oscar virou um documentário chamado de "A Estreia", produzido e transmitido pela ESPN. 

 

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