Por 'costumes tradicionais', Fiba libera uso de acessórios religiosos

A partir de 1º de outubro estará autorizada a utilização de hijabs, véus, quipás e turbantes

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Durante congresso em Hong Kong, a Federação Internacional de Basquete (Fiba) revogou, nesta quinta-feira, a proibição do uso de acessórios de cabeça, autorizando assim a utilização de peças de cunho religioso, como quipás, véus, turbantes e hijabs. A nova regra começará a valer a partir do dia 1º de outubro deste ano. 

Em comunicado, a entidade declarou que "a nova regra decorre do fato de que os códigos tradicionais de vestuário de alguns países, que exigiam que a cabeça e/ou o corpo inteiro fossem cobertos, eram incompatíveis com a regra anterior de chapelaria da FIBA". 

A federação também afirma que começou a revisar a regra em setembro de 2014, quando passou a conceder exceções a alguns países para que liberassem os acessórios em ligas nacionais. Ao final do período de testes, ficou comprovado que a integridade física dos atletas não é ameaçada pelas peças. 

Jogadores da mesma equipe deverão usar acessórios da mesma cor, que podem ser brancos, pretos ou do mesmo tom do uniforme. Além disso, os itens não podem cobrir parcial ou totalmente o rosto, excluindo assim nicabes e burcas, nem elementos de abertura e fechamento na face ou pescoço, como botões ou zíper. 

A seleção feminina do Catar desistiu dos Jogos Asiáticos de 2014, sediados na Coreia do Sul, devido à proibição por razões de segurança. À época, a delegação qualificou como "insulto" a sanção.  

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