Antes criticado, técnico da Rússia já fez jogador vomitar em campo

Brasileiro Guilherme contou para a ESPN o grau de cobrança do comandante

Os donos da casa começaram a Copa do Mundo com o receio de não passar da fase de grupos. No entanto, neste sábado, a Rússia entra em campo para encarar a Croácia e ver quem avança para a semifinal do mundial, tendo deixado ninguém menos que a Espanha para trás.

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O sucesso inédito da seleção russa tem nome e sobrenome: Stanislav Cherchesov. O treinador que cultua seu bigode à la Felipão virou a sensação do país. Nesta sexta-feiram, antes do duelo com os crotatas, ele explica que cada jogo é "uma luta pela sobrevivência" e não há "segundas oportunidades". 

Uma campanha televisiva o transformou em “bigode da esperança” e a população, inclusive, começou a adotar o estilo e deixar o bigode. Cherchesov foi um dos maiores goleiros da história do país e defendeu a seleção russa por mais de dez anos, entre a década de noventa e o começo dos anos 2000. Agora, alcançou o feito histórico de levar a seleção pior classificada no ranking da FIFA, no início do mundial, às quartas de final.

O técnico de 54 anos nascido na Ossétia do Norte, no sul do país, virou treinador em 2004 e assumiu a seleção russa em 2016 depois do fracasso na Eurocopa, quando acabou na última colocação. Mas o caminho no comando do time nem sempre foi só elogioso.

“Nos dois últimos anos tem sido muito criticado porque os resultados antes do Mundial foram muito fracos, com oito jogos de preparação em que não consegui nenhuma vitória”, explicou Anton Mozgovoy, jornalista do Russfootball ao El Confidencial dias antes do jogo com a Espanha.

Antes da seleção, o técnico comandou o Légia Varsóvia, da Polônia. Lá treinava o brasileiro Guilherme, que conversou com a ESPN sobre o grau de cobrança do comandante. “A pré-temporada dele era uma pré-temporada onde jogadores vomitavam no campo. Era assim bem duro mesmo", conta.

"Dois treinos quase todos os dias, então ele às vezes chegava para os jogadores e falava: ‘Hoje você vai vomitar’. Foi bem complicado, mas sofremos ali por um mês ou 20 e poucos dias, mas depois voamos e fomos muito bem. Valeu a pena”, explica na entrevista ao portal do canal.  

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