Antes de virar astro do cinema, Sean Connery recusou proposta do United

Ator foi convidado a fazer testes por Matt Busby, lendário técnico do time inglês, mas declinou de receber salário maior para seguir no teatro

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Astro do cinema, conhecido principalmente como o primeiro James Bond da telona, Sean Connery poderia ter feito sucesso para as multidões atuando de outra forma. O escocês, que faleceu neste sábado aos 90 anos, recebeu uma proposta de Matt Busby, técnico lendário do Manchester United, para jogar pela equipe, então campeã inglesa da temporada 1951-52, mas acabou recusando.

Connery jogou por equipes amadoras do sul da Escócia na juventude e, aos 21 anos, chegou a receber um convite do East Fife, então terceira força do país, atrás dos tradicionais Celtic e Rangers. Mas Connery já estava começando a atuar no teatro, sendo escolhido para atuar no musical South Pacific, que fazia muito sucesso. Durante uma turnê da produção pela Inglaterra, dois anos depois, jogou um amistoso em Manchester com os outros atores.

Matt Busby estava assistindo a partida, e decidiu oferecer um teste a Connery, que considerou ter uma grande capacidade física. Caso fosse aprovado, o ator receberia 25 libras por semana, o dobro do que recebia no musical. Mas ele acabou recusando, considerando a atuação uma carreira mais segura para o futuro.

“Eu realmente queria aceitar, porque eu sempre amei o futebol. Mas parei para pensar e perguntei a mim mesmo qual a duração da carreira de um futebolista. Quando um jogador de primeiro nível chega aos 30 anos, ele está no meio do caminho. Então, eu decidi ser ator, porque era algo que duraria, e eu me divertia. Eu não tinha experiência, mas foi uma das decisões mais inteligentes da minha vida”, afirmou Connery em 1965, em entrevista à revista Playboy.

E Connery tinha razão, afinal, foi aos 57 anos, quando sua carreira no futebol certamente já estaria encerrada, que recebeu o Oscar de Melhor Ator coadjuvante pela participação no filme 'Os Intocáveis' como o policial Jim Malone.

“Sean bateu no meu camarim e estava muito empolgado, porque jogara futebol por 15 anos e sabia que era bom. Ele mal podia falar, de tão eufórico que estava, repetindo de novo e de novo a importância do United, e o privilégio disso. Eu o ouvi e o lembrei de que, se podia interpretar Tolstoy, também conseguiria grandes filmes no futuro”, contou Robert Henderson, colega do escocês no musical.

No final, Connery preferiu seguir no verdadeiro teatro, em vez de tentar carreira no Teatro dos Sonhos, como é conhecido o Old Trafford, estádio do Manchester United.

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