Atacante brasileiro reclama de violência de japoneses: 'Eles não cortam a unha'

Wellington Tanque já teve chuteiras destruídas por causa de pisões que levou

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O futebol é um esporte de contato e, em alguns casos, pode ser que um atleta saia machucado ou com algum arranhão por acidentes de trabalho. Porém, tudo tem um limite! E Wellington Tanque, atacante brasileiro artilheiro da segunda divisão do Japão, garante que a violência dos adversários é o grande empeçilho para se jogar no país.

"Quatro vezes abriram minha cabeça com cotovelada e numa só foi marcada a falta. Os japoneses não cortam a unha. Eu saio todo arranhado a maioria dos jogos. Me puxam bastante. O juiz não marca falta. Já estouraram quatro chuteiras minhas com pisão no pé. A canela sai toda marcada e os árbitros não dão nada", reclamou o jogador, autor de dois gols em três jogos na atual temporada, em entrevista ao GloboEsporte.com.

Apesar de sofrer com a atitude dos adversários, Wellington diz que, apesar da clara violência dentro de campo, é difícil que os árbitros tomem uma atitude, pois existe um protecionismo aos atletas locais: "Quando você vai questionar eles (os árbitros), principalmente eu, dizem que sou muito forte, que não é falta porque sou muito forte. E aí é complicado porque muitos (juízes) nao falam inglês e não dá para explicar que falta é falta independentemente do porte físico. A gente (estrangeiro) sofre muito pois não tem igualdade. Quando a gente encosta neles é falta, e quando a gente chega, é expulsão na hora. É bem difícil, tem que saber lidar com eles", disse o atleta de 29 anos e 1,86m de altura e é um dos grandes ídolos do Avispa Fukuoka.

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