Atlético-PR leva crianças refugiadas em partida na Arena da Baixada

Famílias dos participantes eram de El Salvador, Síria, Venezuela, Sudão, Cuba, Angola e Haiti e vivem atualmente em Curitiba

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A luta dos refugiados foi homenageada pelo Atlético Paranaense na noite de domingo durante a partida contra o Maringá, que acabou em 5 a 0 para os donos da casa. Doze crianças de famílias de refugiados entraram em campo com os jogadores do Furacão e participaram da ação de "Chute a Gol" no intervalo da partida.

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A ação foi realizada pelo Atlético Paranaense em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e apoio da Cáritas Brasileira e Projeto Linyon. As famílias participantes eram de El Salvador, Síria, Venezuela, Sudão, Cuba, Angola e Haiti, e atualmente vivem em Curitiba.

Cinco crianças entraram em campo ao lado da equipe rubro-negra. Entre elas, estavam David e Daniel Assad, que nasceram na Síria e há dois anos vivem em Curitiba. Eles estiveram no estádio acompanhados dos pais, Ghayath e Aeida Assad. “Ontem, eu fiquei levantando a noite inteira esperando para vir aqui. Sempre fui apaixonado por futebol e estou sempre acompanhado o Atlético”, disse Daniel.

Outras sete crianças participaram do "Chute a Gol" e viveram a emoção de balançar as redes. O Assistente de Informação Pública do ACNUR no Brasil, Miguel Pachioni, elogiou a parceria. “É uma ação incrível. Acreditamos no esporte como uma ferramenta de integração e esperamos que essa parceria dê ainda mais frutos”, afirmou.

A diretora executiva do Projeto Linyon, Marcela Milano, destacou a oportunidade única para as crianças que participaram das ações. “Muitos deles estão pisando pela primeira vez em um estádio. É um momento muito especial. O futebol é uma forma de integração deles na cultura brasileira”, ressaltou.

Leôncio Santiago, auxiliar administrativo da Cáritas Brasileira, disse que a parceria fortalece a acolhida dessas pessoas no Brasil. "Mudar de país não é apenas mudar de casa. É preciso se adaptar a uma nova cultura e essa iniciativa é uma ajuda fundamental para essa integração”. Segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados, o Brasil reconheceu, até o final de 2016, um total de 9.552 refugiados de 82 nacionalidades.

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