Bolsonaro só é Jair por causa de jogador do Palmeiras; entenda

Um dos nomes do atual presidente do Brasil foi uma homenagem ao atleta Jair Rosa Pinto

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Jair Messias Bolsonaro, eleito presidente do Brasil neste domingo, comentou sobre a origem do seu nome durante um discurso em vídeo publicado pelo programa Fantástico, da TV Globo. Um dos nomes foi em homenagem ao jogador Jair Rosa Pinto, ex-Palmeiras.

"Em uma gestação bastante complicada, ela (sua mãe) como católica colocou o nome de Messias. O Jair veio porque naquele dia (21 de março) era aniversario do Jair Rosa Pinto, meia da seleção brasileira e do Palmeiras. Meu pai como palmeirense colocou o nome de Jair", explica Bolsonaro.

Jair Rosa Pinto, nascido em 21 de março de 1921, em Quatis, interior do Rio de Janeiro, foi meio-campista entre as décadas de 1940 e 1960. O atleta fez sucesso com a seleção brasileira e também conquistou importantes títulos usando a camisa do Palmeiras e do Santos.

A carreira profissional de Jair começou nas categorias de base do Vasco. Depois ele foi para o Madureira, quando estreou como profissional. Chegou a retornar ao Vasco em 1943 e fez parte da equipe chamada de "Expresso da Vitória". Venceu o Campeonato Carioca de 1945 e saiu do time em 1946.

Após sua passagem pelo Vasco, vestiu a camisa do Flamengo, em 1947. Sem sucesso, foi negociado com o Palmeiras em 1949. Por lá, Jair brilhou. Ganhou destaque na carreira e conquistou os títulos: Campeonato Paulista de 1950, Rio-São Paulo de 1951 e Copa Rio (considerado o Mundial) de 1951.

De acordo com o Acervo do Palmeiras, Jair foi uma "figura central na armação de jogo do Palmeiras na década de 1950, já que contava com muita qualidade nos passes e lançamentos, além de cobrar faltas com força e precisão. Chegava à frente para finalizar como poucos e, apesar da estatura pequena, era um gigante em campo. Um líder nato".

Sua trajetória no Palmeiras terminou em 1955. Naquele ano, Jair transferiu-se para o Santos, clube defendeu até 1960. Ele ainda jogou pelo São Paulo em 1961 e passou pela Ponte Preta entre 1962 e 1963, antes de anunciar sua aposentadoria.

Na seleção brasileira, o jogador atuou entre 1950 e 1956. Balançou as redes 22 vezes em 39 jogos e foi campeão da Copa América de 1949, além de ser o artilheiro da competição com nove gols. Jair também disputou a Copa do Mundo de 1950, quando o Brasil terminou com o vice-campeonato. 

Sua aposentadoria pela seleção brasileira aconteceu depois da Copa América de 1956. Após a carreira como jogador, Jair se arriscou como técnico e chegou a comandar oito clubes, mas sem sucesso. Sua morte ocorreu aos 84 anos, em 28 de julho de 2005.

 

 

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