Brasileiro consegue trocar centenas de pins nos Jogos da Juventude

Marcio Bencardino aplicou sua coleção montando uma mesa em um local de grande circulação de atletas e voluntários

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Em toda edição olímpica, o mercado de pins se aquece e atrai muita gente. E não poderia ser diferente nos Jogos da Juventude, que estão sendo disputados em Buenos Aires. O brasileiro Marcio Bencardino decidiu ir para a Argentina para ampliar sua coleção. "Peguei uns 500 pins diferentes para minha coleção e muitos repetidos para eu levar para o Brasil para trocar com os amigos que não tem", explicou.

Ele montou sua mesa em um local de grande circulação de atletas e voluntários, entre o Parque Olímpico e a Vila Olímpica, e a cada delegação que passava ele falava o nome do país ou alguma palavra na língua nativa deles para chamar a atenção. "Já conheço todos os uniformes. E chamo para ver se querem trocar pins", contou.

Existem colecionadores de pins olímpicos que fazem isso há décadas, mas Marcio começou em casa, na Olimpíada do Rio. "Comecei a pegar para minha filha, ela tinha três anos na época, e em um dia só pedindo consegui 179 pins. Cheguei em casa, ela falou que queria apenas do Tom e do Vinícius, as mascotes do Jogos. O excedente ficou para o papai e aí fui tomando gosto pelo colecionismo", comentou.

Desde então, seu acervo é bem grande. "Eu devo ter mais de 2 mil pins diferentes só do Brasil, juntando tudo, contando mídia e promoção", disse. Os Jogos da Juventude, em Buenos Aires, foi o segundo momento que teve a oportunidade depois do Rio. Ele evitou ir para os Jogos de Inverno, na Coreia do Sul, por medo de algum conflito armado. "Mas vou para os Jogos de Tóquio com certeza."

Na Argentina, Marcio acha que faltou um tratamento melhor para os colecionadores. "Basicamente a gente troca. Aqui na Argentina teve muita desorganização. Essa troca de pins é algo 'tombado' pelo patrimônio cultural dos Jogos Olímpicos, pois você acaba sendo um embaixador do seu país. Isso facilita amizades, conhece novas culturas. Vieram três gregos, três americanos e dois brasileiros para fazer esse clube de troca. Só que fomos barrados e não deixaram espaço para fazer isso", lamentou.

Os pins são geralmente feitos pelos comitês olímpicos nacionais. Cada membro do Time Brasil, por exemplo, ganhou um kit com alguns sendo dois tipos diferentes, um com a bandeira do País e outro com a mascote Ginga, a onça-pintada. Na Arábia Saudita, alguns pins vinham dentro de pequenas caixinhas bem elaborados, mostrando um requinte na confecção.

Além dos comitês, os Jogos tinham seus pins oficiais, cerca de 40 modelos, e cada um era vendido por 200 pesos, algo em torno de R$ 20. As patrocinadoras também lançaram seus modelos. A Samsung criou sete tipos diferente, um inclusive homenageando o tango, dança típica argentina, e a Coca-Cola tinha um modelo apenas.

 

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