Briga generalizada suspende jogo no Paraguai; 30 ficam feridos, 3 baleados

Confusão começou aos oito minutos da partida entre Olimpia e Sol de América

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Cerca de 30 pessoas ficaram feridas, seis delas com gravidade, após uma briga generalizada entre torcedores do Olimpia, neste domingo, 8, durante a partida contra o Sol de America, válida pela 12ª rodada do Torneo Clausura.

A confusão começou aos oito minutos de jogo e causou a suspensão do evento. No início da briga, alguns jogadores, como o ídolo paraguaio Roque Santa Cruz, tentaram acalmar os torcedores, mas não foi suficiente. 

Apesar de ser sediado em Assunção, o Olímpia mandou a partida no estádio Estadio Río Parapití, que pertence ao Club 2 de Mayo, na cidade Pedro Juan Caballero, 550 km a noroeste da capital e na fronteira com o Brasil, no Mato Grosso do Sul. 

 

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Três dos feridos apresentaram lesões de arma de fogo no abdômen e nas pernas; outro, apresentava ferimento de arma branca nas costas; mais dois tiveram traumatismo craniano após cair das arquibancadas. Um destes últimos, com fratura na cabeça, foi transferido com urgência a Assunção de transporte aéreo. 

As imagens da briga foram registradas tanto pelas câmeras da transmissão de TV, como por torcedores presentes ao estádio, por meio das redes sociais. Nas gravações é possível ver pais e mães buscando abrigo para crianças pequenas.

 

 

Os dirigentes do Sol de América pediram que os pontos sejam concedidos ao clube, responsabilizando o Olímpia pela organização da partida. Já o presidente do Olimpia, Marcos Trovato, prometeu colaborar com a procuradoria para deter os causadores da violência. Ao mesmo tempo, ele anunciou o rompimento das relações com as torcidas organizadas do clube. 

Como publicado pelo jornal ABC Color, a polícia local apreendeu oito ônibus de torcidas do Olímpia e que cerca de 400 torcedores uniformizados foram detidos. De acordo com o chefe da Segurança Pública de Amambay, província onde foi realizada a partida, muitos dos torcedores possuem ordens de prisão, contam com antecedentes criminais ou até estão proibidos pela justiça de entrar em estádios de futebol. 

 

 

 

Segundo o regulamento da competição, uma partida suspensa deve ser realizada até 24 horas depois da paralisação. Ainda não há a confirmação de que o jogo prosseguirá nesta segunda-feira, 9.

Por meio de nota, o presidente de Associação Paraguaia de Futebol (APF), Robert Harrison, afirmou que a entidade "condena energicamente os acontecimentos violentos ocorridos no Estádio Rio Parapití". 

"Devemos aceitar que um fato como este golpeia forte o futebol paraguaio, no entanto, a APF dão plena segurança de que os responsáveis não voltarão a pisar em um estádio de futebol em todo o território nacional e que traremos ao nosso auxílio toda normativa existente para aplicá-los uma sanção exemplar", declarou Harrison. / COM INFORMAÇÕES DA EFE E AFP

 

 

 

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