Campeãs mundiais de futsal universitário querem repetir a dose em Goiânia

Lideradas por Débora Vanin e Nega, equipe da UnoChapecó se classificou com dificuldades para próxima fase dos JUBs

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Com duas jogadoras campeãs mundiais universitárias, a equipe de futsal feminino da UnoChapecó/SC chegou aos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) como uma das favoritas, mas as adversárias vem dando trabalho. No primeiro jogo, venceram por 1 a 0, depois conseguiram uma virada por 3 a 2 e nesta quinta-feira, 26, perderam para Universidade Católica Dom Bosco (UCDB-MT), mas se classificaram.

"Goiânia é uma cidade que nos trouxe muita alegria e foi um título muito importante para o nosso país e para nossa carreira. É ótimo voltar aqui e jogar na mesma quadra do mundial. Espero ser campeã novamente", disse a pivô do time de Chapecó, Carolina Rosseto (conhecida como Nega), depois da classificação. 

Para chegar em Goiânia, a equipe de futsal feminino viajou de ônibus por mais de 24 horas, como revelou Débora, estudante de arquitetura e urbanismo. “Levamos mais de um dia para chegar, dentro de um ônibus sem conseguir alongar e se mexer muito. Não tivemos um dia de repouso, então entramos em quadra meio travadas, mas o importante é que conseguimos a vitória”, relembrou a ala da equipe que também esteve presente na equipe campeã mundial em 2016.

Futsal vive momento complicado

Com falta de patrocínio e muitas dívidas, a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) decidiu recorrer à CBF no inicio deste ano para tentar se reerguer. Alguns meses depois, ela voltou a caminhar com as próprias pernas, mas a situação ainda é complicada. O craque Falcão, maior nome do esporte, teve que interromper a aposentadoria da seleção para ajudar na captação de patrocínios

E se a situação do futsal masculino é preocupante, a do feminino é ainda pior. Não existe uma liga profissional e o que resta as jogadoras são competições universitárias, como os JUBs. "A nossa confederação está em um processo de se reerguer. A estrutura está bem desorganizada, temos poucos jogos e campeonatos. Estamos atravessando uma fase ruim, mas poderia estar pior", disse Nega. 

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Débora espera que o futsal feminino consiga crescer junto com o futebol de campo. "Assisti a vitória do Corinthians na final da Libertadores pela TV. Poderia passar jogos de futsal também. Semana passada ganhamos a final do catarinense, com mais de 2 mil pessoas no ginásio. Aos poucos vamos chegando".  

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