Capa de revista LGBT, Griezmann discute homofobia: 'já chega'

Jogador francês campeão do mundo se posiciona em defesa da luta contra a homofobia no futebol

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A homossexualidade no esporte tem sido um assunto bastante comentado. Só neste mês, o tema foi levantado na capa da revista L'Equipe, além das manifestações de clubes brasileiros contra a LGBTfobia e o plano de ações do Campeonato Francês para erradicar o problema dos estádios. Dessa vez, quem comentou o tema foi Antoine Griezmann.

O atacante francês do Atlético de Madrid e campeão do mundo na Rússia é o personagem principal da edição da revista Têtu, uma publicação francesa voltada ao público LGBT. Assim como seu companheiro de seleção francesa Olivier Giroud, que afirmou que é "impossível ser homossexual no futebol" em entrevista ao Le Figaro, Griezmann também se posicionou em defesa da luta contra a homofobia.

"Agora já chega. A homofobia não é uma opinião, é um crime. E, agora, se um jogador disser palavras homofóbicas dentro de campo, acho que eu pararia a partida. Isso precisa mudar", pontua o craque antes de pedir mais envolvimento com o assunto por parte dos dirigentes dos clubes, da federação francesa de futebol e da liga.

O atacante que se despediu do Atlético de Madrid nesta terça-feira também vê outras maneira para que essa dificuldade apontada por Giroud seja amenizada ao longo do tempo. "Se um jogador gay deseja anunciar que é homossexual, talvez não terá todos os jogadores da seleção francesa ao seu lado, mas eu estarei", afirma. 

Campeão com a França no Mundial da Rússia, o atacante ainda analisa que as atitudes têm de ser ainda mais profundas do que só o apoio dos atletas e das entidades envolvidas. "Cabe a nós, pais, educar nossos filhos para que cresçam em um mundo menos homofóbico e menos sexista".

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