Casagrande compara situação de Guerrero à sua: 'TV Globo não me suspendeu'

Comentarista criticou possível suspensão do contrato do atacante peruano com o Flamengo

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Um dos participantes da edição desta segunda-feira, 17, do programa "Bem, Amigos!", do SporTV, o comentarista Walter Casagrande Jr. Criticou o possível rompimento de contrato do Flamengo com Paolo Guerrero. O questionamento foi feito diretamente a Rodrigo Caetano, diretor de futebol do rubro-negro e um dos convidados da atração. 

Perguntado sobre o assunto, o dirigente admitiu que "é uma possibilidade". "O Flamengo sempre esteve e vai crer que ele foi vítima de todo esse processo, para nós não resta a menor dúvida. Todos os exames comprovaram e o próprio veredicto da Fifa diz o mesmo, que ele nunca foi e espero que nunca seja [usuário de cocaína]”, completou, se referindo à decisão da entidade máxima do futebol de suspender o atacante peruano por um ano após ser flagrado em teste anti-doping com benzoilecgonina, princípio ativo da cocaína. 

 

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Caetano ainda citou que "na grande maioria dos contratos de jogadores no Brasil, quando o atleta está suspenso da possibilidade de atuar, o clube também é quase obrigado a suspender contrato pelo mesmo prazo". 

Após a explicação do diretor, Casagrande usou seu próprio exemplo para comparar a situação do peruano. "No meu caso, eu tive problema com droga, fui internado e a TV Globo não suspendeu o meu contrato nem deixou de me pagar. Fiquei um ano internado, sem funcionar, sem trabalhar, sem fazer jus ao salário que eu recebia, e a TV Globo não suspendeu o meu contrato e nem deixou de me pagar. Ela ficou esperando eu me recuperar para eu voltar a trabalhar", declarou, como citado pelo UOL Esporte

Casão também opinou sobre a adoção de diferentes punições a atletas de acordo com cada droga detectada. “O cara foi pego no doping - se ele cheirou, se usou, se bebeu, pouco importa, está ali no doping - foi suspenso, uma punição que acho absurda, porque quando é uma droga social o cara não tem que ser punido, ele tem que fazer um tratamento", disse Casagrande. 

 

 

"Punição tem que ser com droga que aumenta o rendimento atlético, anfetamina, essas coisas, anabolizantes. No caso específico, o Guerrero vai estar impossibilitado de trabalhar, porque ele foi suspenso pela Fifa, só que ele é funcionário, contratado do Flamengo, e o Flamengo vai deixar de pagá-lo?”, indagou.

Caetano reforçou a posição do clube, afirmando que ela está sendo "analisada internamente" pelo departamento jurídico do clube. "Só que fique claro: nos próprios exames, e na contraprova, a própria Fifa admite que não foi questão de uso de droga, não, pelos índices que foram apontados lá", adicionou o diretor, que no programa também afirmou que ainda haverá uma apelação na Corte Arbitral dos Esportes (CAS, na sigla em inglês).

 

 

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