Cicinho diz que podia estar no acidente da Chape: 'o contrato foi quebrado'

Lesão no joelho em 2016 fez com que acordo com o clube catarinense fosse rompido

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No ano passado, o ex-lateral Cicinho se aposentou do futebol profissional aos 37 anos. Essa semana, o campeão da Libertadores e do Mundial de 2005 com o São Paulo contou que por uma ocasião do destino ele não estava no acidente com o avião da Chapecoense, em novembro de 2016.

Durante um testemunho feito em uma igreja paulista, o ex-jogador que tem passagens também pelo Real Madrid, pelo futebol turco e pela seleção brasileira contou que uma lesão o obrigou a romper o pré-contrato com o time catarinense meses antes da tragédia que vitimou 71 pessoas. "Já estava tudo certo", afirma antes de dizer que só voltaria atrás se o clube tricolor quisesse o contratar. 

"Faltando cinco rodadas para o fim do Campeonato Turco, eu machuquei o joelho. Rompi o ligamento do joelho esquerdo e essa é uma contusão que você fica parado de seis meses a um ano. Dia 21 de abril operei, pedi para os diretores me liberarem e vir tratar no Brasil (...) No dia 5 de junho era pra eu estar me apresentando no novo clube, mas pela lesão o contrato foi quebrado", disse.

Cerca de sete meses depois da cirurgia, Cicinho acorda na manhã do dia 29 de novembro e acata o pedido de sua esposa de ficar com seus filhos para que ela pudesse descansar. Foi então que recebeu a notícia de que o avião com a delegação havia caído nas proximidades de Medellín, pouco antes de checar ao seu destino.

"Fui pra sala, botei os brinquedos no chão e liguei a TV. Quando eu sentei no sofá, cai de joelhos e comecei a chorar. Minha esposa veio e perguntou o porque do choro, e eu disse: 'Olha ali, o time que era pra eu ter assinado o contrato em junho chama-se Chapecoense'", relata.

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