Com Neymar isolado, PSG tentou 'comprar' pênaltis de Cavani, diz jornal

Segundo 'El País', atitude do brasileiro com veteranos e tratamento do presidente com elenco teriam acabado com clima no vestiário

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Se no campo o desempenho vai bem, Neymar não pode dizer o mesmo do clima no vestiário. De acordo com matéria do jornal espanhol El País, da noite deste domingo, 24, o comportamento do atacante desagrada a grande maioria do elenco, incluindo alguns brasileiros, como Marquinhos e Lucas Moura, e o teria deixado "isolado". 

Tudo teria começado após a Uefa anunciar que abriria uma investigação contra o PSG sobre possíveis descumprimentos dos termos do fair play financeiro. Alarmado com a ameaça, o presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, avisou a importantes peças do elenco que elas estariam livres para deixar a equipe, passando a imagem de que seriam dispensáveis. 

 

 

O que também piorou a relação entre os jogadores teria sido a superioridade com que Neymar lida com os colegas. Thiago Silva, Thiago Motta e até Edinson Cavani teriam conversado com ele e exigido respeito aos veteranos. No entanto, "Neymar os ouviu com ar distraído", publicou o repórter Diego Torres.

Sendo assim, o atrito com o uruguaio na partida contra o Lyon apenas explicitou um clima ruim que já se arrastava desde a chegada do camisa 10. O único que tem ficado do lado dele é Daniel Alves. 

 

 

O primeiro a avisar Al-Khelaifi sobre a divisão no elenco foi o técnico Unai Emery. O espanhol conversou com a diretoria e explicou que apenas Neymar não seria suficiente para ganhar a tão sonhada Liga dos Campeões. O catari, então, conversou novamente com os jogadores e seus agentes para passar a ideia de que seriam "intransferíveis" e importantes para o clube. 

 

'COMPRA' DE PÊNALTIS

Em outra tentativa de apaziguar os ânimos, Al-Khelaifi entrou com contato com Cavani e garantiu lhe pagar o bônus de um milhão de euros (R$ 3,7 milhões), previsto somente se ele fosse o artilheiro do Campeonato Francês, caso ele cedesse as cobranças de pênalti a Neymar. O uruguaio negou a proposta, "pois estava há quatro anos jogando pelo PSG, era o terceiro capitão, e tinha conquistado sua dignidade dessa forma", escreveu Torres. 

 

 

Do outro lado, o presidente do PSG também enviou representantes para tentar convencer Neymar a desistir das cobranças, "que era um jogador completo", e que, como "rei da equipe deveria agir com magnanimidade, cedendo a graça do tiro penal ao nove, que vive de gols". Assim como Cavani, o brasileiro também negou a proposta. 

 

JANTAR PARA UNIR 

Em outra tentativa de melhorar o clima entre os jogadores partiu de Daniel Alves, que, na última quinta-feira, 21, convidou o elenco para um jantar em um restaurante de alto padrão em Paris. "O jantar, segundo um integrante, foi tão animado quanto um velório", concluiu o jornalista.

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