Crianças com Síndrome de Down vão entrar em campo nas quartas do Paulistão

Ação da Federação Paulista de Futebol e do Instituto Olga Kos busca promover a conscientização sobre a importância da luta pelos direitos igualitários e a inclusão das pessoas com deficiência intelectual na sociedade

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Para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down, a Federação Paulista de Futebol e o Instituto Olga Kos (IOK) promovem uma ação de inclusão de pessoas com a síndrome nas partidas da quartas de final do Paulistão 2018 nesta quarta-feira, 21. 

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A iniciativa vai levar quatro crianças para entrar em campo com a equipe de arbitragem e com os jogadores em duas partidas do campeonato: Palmeiras x Novorizontino e Santos x Botafogo. As crianças entrarão com uniforme de árbitro e, depois, no intervalo, vão apitar uma pequena partida que acontecerá no intervalo. 

A educadora física Natália Monaco, coordenadora de esportes do IOK, diz que um dos objetivos da ação é mostrar que não há diferença entre as pessoas. "A Síndrome é uma condição genética e não um impedimento cognitivo ou motor", explica. Ela também afirma que a ação é importante porque o futebol no Brasil é muito reconhecido e atinge uma quantidade enorme de pessoas.

"O esporte é uma das paixões do brasileiro e essa parceria (com a FPF) vai aumentar a conscientização e inclusão das pessoas". Segundo a educadora física, o objetivo do IOK é fortalecer, impulsionar e fazer com que a a inclusão continue acontecendo. No Brasil, há cerca de 300 mil pessoas têm Síndrome de Down e 30 mil estão em São Paulo.

Fundado em 2007 em São Paulo, o IOK atende cerca de três mil crianças e jovens com deficiência intelectual e em vulnerabilidade social que moram próximas de onde a entidade realiza suas ações. As ações do instituto buscam promover a prática esportiva e cultural, trabalhando os aspectos físicos, motores e cognitivos. 

“O futebol é um importante meio para conscientização de causas relevantes da sociedade. É um orgulho para a FPF estar à frente de uma iniciativa como essa, de inclusão das pessoas com Síndrome de Down”, afirmou o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, em nota.

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