Depois do penta, Felipão se passou por filho para fugir de assédio do PSG

Relato foi descrito na biografia recém lançada do ex-jogador português Maniche

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Uma história curiosa foi contada pelo ex-meia Maniche em sua biografia recém lançada: "Maniche 18, as histórias (ainda) não contadas". Em uma delas, o ex-jogador português que atualmente está com 41 anos conta sobre um episódio protagonizado por Luiz Felipe Scolari em 2002.

Após vencer o pentacampeonato com a seleção brasileira na Copa do Mundo, Felipão estava em alta. Prova disso é que precisou recusar inclusive uma oferta de comandar o Paris Saint-Germain que, naquela época, contava com nomes como Ronaldinho Gaúcho, Aloísio Chulapa, André Luiz, Paulo César e Mauricio Pochettino.

Antes de aceitar ser treinador de Portugal, Felipão conta que teve outras ofertas de clubes e seleções. "No dia em que assinei meu contrato com a federação portuguesa recebi na minha casa um agente vinculado ao PSG", relembra. 

Também houve uma aproximação do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madail. "Alguém fez chegar a Scolari o interesse da FPF e deu a Madaíl o telefone de casa do treinador. A primeira chamada foi quase cômica. Lembro de o próprio Scolari contar como foi o primeiro contato com o presidente Madaíl", descreve.

O treinador, então, conta uma tentativa engraçada de fugir do radar do clube francês já que estava decidido a assumir o comando da seleção portuguesa. "O presidente ligou para a minha casa e mudei minha voz para dizer, sem ouvir nada do outro lado, que o 'Papai não está'", revela.

O fim da conversa é ainda melhor. "O presidente respondeu: 'Não está? Senhor Scolari, aqui é Gilberto Madaíl, da federação portuguesa", alegou. Percebendo o ocorrido, restou para Felipão pedir desculpas pela situação. "Presidente, sou eu, claro. Desculpe, mas tinha de responder assim, pois os franceses não largam a minha perna...", completa.

 

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