Descanse em paz? Cemitério do Barça vira dor de cabeça para o clube

Espaço que abrigaria apenas túmulos de torcedores, familiares e ex-jogadores virou briga de equipe com empresário

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Um espaço perto do estádio Camp Nou, em Barcelona, onde seriam enterrados apenas torcedores, seus familiares, ex-jogadores e pessoas ligadas à equipe, o Cemitério do Barça, se transformou numa grande dor de cabeça entre o clube e o empresário que, com dinheiro da equipe e outros patrocinadores, lançou a ideia e sumiu.

Só da equipe, o empresário Santi Bach conseguiu um valor equivalente a 6 milhões de euros (cerca de R$ 20 milhões), com um papo de que o clube ganharia 5% de comissão sobre cada venda de jazigo no espaço, apelidado de "Espacio Memorial FC Barcelona". Depois, com sua empresa, a Giem Sports, conseguiu com lábia outros milhões junto de investidores locais.

As obras, no entanto, nunca começaram. Depois de sucessivos adiamentos e desculpas para o clube, investidores e até para quem já havia reservado um dos 30 mil túmulos, Bach sumiu e a empresa foi à falência, o que fez com que muitos entrassem na Justiça para reaver os valores.

Segundo o relato do portal ESPN, as investigações feitas mostraram que Bach desviou boa parte do dinheiro arrecadado para comprar carros e uma casa de campo.

Até o Barça, seu presidente, Josep Maria Bartomeu, e Antoni Freixa, ex-secretário-geral do time catalão, que foi um dos condutores do projeto no clube, viraram investigados por meio da "denúncia" de um ex-sócio de Bach. Ele alegou que o clube sabia que o projeto não sairia, pois a prefeitura local não havia dado permissão para que o terreno do Camp Nou fosse utilizado como "espaço funerário".

A situação segue indefinida.

 

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