Em avaliações antigas, Mourinho chama Ronaldinho de 'simulador constante'

Avaliações incluem também uma análise sobre o jovem Messi e Puyol

Se você soubesse que um jogador brasileiro foi avaliado como "um simulador constante, cai facilmente no chão", em qual atleta você pensaria? Não, não é sobre Neymar. Não dessa vez. Essa foi uma parte da avaliação feita pelo técnico José Mourinho sobre Ronaldinho Gaúcho.

O periódico inglês The Mirror publicou nesta semana alguns relatórios feitos pelo treinador na época em que ele ainda estava no comando do Chelsea, na temporada de 2005-06. Pela frente, o clube britânico teria que enfrentar o Barcelona pela Liga dos Campeões.

Justamente nessa época o atacante brasileiro estava no auge de sua carreira e venceu duas vezes consecutivas o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa, em 2004 e 2005. Nem assim Mourinho poupou sua análise. "É muito pobre na transição e no trabalho defensivo, devemos explorar isso", indicou.

Não sobrou só para Ronaldinho. Os documentos mostram que outro que foi alfinetado foi zagueiro Puyol, capitão da equipe. "Jogador agressivo, mas também muito emotivo. Fica louco com o árbitro quando são marcadas faltas contra seu time e cai facilmente em provocações", comentou.

"Sentido ruim de posicionamento (costuma subir até o meio-campo com o atacante) e liderança ruim na defesa (quer fazer offside trap quando não é possível)", anotou.

No meio de elogios, uma constatação sobre Messi. "Qualidade e velocidade, apesar de jogar praticamente só com o pé esquerdo", pontuou. "Tem exatamente o mesmo comportamento que Ronaldinho. Joga entre linhas e usando diagonais. Encoraja seu time a ir à frente carregando a bola. Excelente no 1 x 1", observou sobre o argentino que surgia como uma promessa na base dos catalães.

Apesar do trabalho detalhado elaborado por Mourinho, o Chelsea acabou derrotado naquele ano por 3 a 2 no agregado (1 a 2 em Stamford Bridge e 1 a 1 no Camp Nou). Na final, o time comandado por Frank Rijkaard acabou levantando a taça da Liga dos Campeões ao vencer o Arsenal. 

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