Empresas doam exame de DNA para identificar ossada de Garrincha

Pelo menos três empresas estariam interessadas em ajudar prefeitura de Magé (RJ) a achar corpo de craque

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Pelo menos três empresas já se mostraram interessadas em bancar os custos de um exame de DNA para que a ossada de um dos principais jogadores de futebol da história, o craque Mané Garrincha, que sumiu no cemitério municipal de Magé, no Rio de Janeiro, seja localizada. As informações são do jornal Extra.

Morto em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos, em decorrência do alcoolismo, Garrincha, o "anjo das pernas tortas", foi enterrado no Cemitério Municipal de Raiz da Serra. Quando o atual prefeito da cidade, Rafael Tubarão, pediu informações sobre o local exato do sepultamento para que fosse realizada uma homenagem ao jogador, a Secretaria de Ação Social entregou um relatório sobre o recadastramento do cemitério informando a exumação do corpo, mas não há nada sobre o destino dos restos mortais. 

Para possibilitar a comparação do DNA com ossadas presentes em alguns túmulos, será necessário que parentes de Garrincha doem material genético. O município vai pedir que laboratórios especializados façam o exame. 

Segundo o procurador-geral do Município, Paulo Henrique Pinto de Mello, uma reunião será agendada com os familiares de Garrincha, bicampeão mundial com a seleção brasileira, com o objetivo de obter a autorização para exumação dos restos mortais nas duas sepulturas, uma delas de uso coletivo de parentes do craque.

No fim da tarde de ontem, dia em que a história veio à tona, o caso ganhou uma reviravolta. "Isso não passa de uma grande farsa, uma grande mentira", afirmou Luiz Marques, 31, um dos netos do ex-jogador, ao Estado. "Essa notícia é maldosa. A história do sumiço dos ossos está nos trazendo um transtorno muito grande."

Responsável por um projeto social que leva futebol para 1.500 crianças na Vila Cruzeiro, no Rio, Luiz disse que recebeu mensagens de amigos preocupados com a notícia. "Fiquei sabendo disso pela imprensa, mas tenho certeza absoluta de que os ossos do meu avô continuam no mesmo lugar de sempre", disse.

O "mesmo lugar de sempre" é um túmulo simples no quase abandonado cemitério Raiz da Serra, em Magé, que possui muitas sepulturas deterioradas e sacos de lixo com ossadas depositadas em um mesmo local.

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