Ex-goleiro ídolo no Liverpool admite que já matou um homem e revela pesadelos

Bruce Grobbelaar conta sua experiência na guerra civil do Zimbábue

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Um dos exemplos mais famosos de um goleiro desestabilizando o batedor ocorreu em 1984, na final da Copa Europeia, quando o goleiro do Liverpool, Bruce Grobbelaar fez uma dança com as pernas que parece ter distraído os batedores do Roma, numa decisão por pênaltis vencida pelos britânicos.

Em entrevista à BBC, o ex-goleiro e ídolo do clube inglês que hoje tem 60 anos fez uma revelação sobre sua vida antes de se tornar um jogador profissional, em 1973: matou um homem durante a guerra civil da Rodésia, atual Zimbábue.

O ex-jogador que já venceu seis Campeonatos Inglês e uma Liga dos Campeões, entre outros títulos, nasceu em Durban, na África do Sul, mas cresceu no local. Durante o bate-papo, Grobbelaar admitiu que o futebol o salvou depois que foi forçado a matar durante o período de dois anos que serviu ao exército. 

"Tive sorte de não sucumbir à depressão. O futebol salvou a minha vida", salientou. O ex-goleiro também recorda que antes de seu trabalho como agente infiltrado e de ver três amigos morrer durante a guerra que durou entre 1964 e 1979.

"Você nunca mais é o mesmo depois que mata alguém. Infelizmente, você tem que conviver com as consequências disso para o resto de sua vida", contou. O ex-atleta admite que com o tempo você vai esquecendo das coisas, mas que quando volta ao local tem problemas de sono. 

"Quando volto à África com meus amigos, eles querem falar disso. Mas eu não quero. Quando ocorre, durante as próximas duas ou três semanas eu acordo suando, tendo pesadelos e relembrando aquelas sensações", lamentou.

 

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