FERA DO PASSADO: Antes de TV e Fifa, Caio Ribeiro rodou por grandes clubes

Aniversariante do dia, Caio foi revelado pelo São Paulo, mas ganhou destaque no Flamengo e no Santos

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O público mais velho pode até lembrar, mas talvez os mais novos que acompanham a programação esportiva da Rede Globo e do SporTV, ou até o ouvem nas últimas edições do jogo Fifa, da EA Sports, podem não saber, que Caio Ribeiro foi atacante dos principais times do País na década de 1990 e no começo dos anos 2000. 

Comemorando seu 42º aniversário nesta quarta-feira, 16 de agosto, Caio Ribeiro Decoussau começou sua carreira aos 18 anos, no São Paulo, como uma das principais promessas do futebol brasileiro. Logo em seu primeiro ano como profissional, em 1993, foi campeão da Copa Libertadores e, no ano seguinte, levantou ainda as taças da Recopa sul-americana e da Copa Conmebol. 

 

 

Depois de ser eleito Bola de Ouro do Mundial sub-20 de 1995, no Catar, chamou a atenção da Inter de Milão, que o contratou no mesmo ano, quando tinha 20 anos. No entanto, sua passagem pela Itália foi bem abaixo do esperado. Pelos nerazzuri, jogou somente seis vezes e não marcou nenhum gol. Emprestado ao Napoli, jogou mais 20 vezes e fez apenas um gol.  

Após a passagem frustrante pela Europa, voltou ao Brasil e assinou com o Santos, em 1997. Naquel mesmo ano foi campeão do Torneio Rio-São Paulo com o alvinegro. 

 

 

Mas Caio voltou a ganhar destaque no futebol nacional a partir de 1998, quando foi para o Flamengo. No Rio de Janeiro, ficou conhecido como o 12º jogador do time, já que sempre entrava no decorrer das partidas e ia muito bem. 

Pelo rubro-negro, conquistou três títulos em 1999, com a Taça Guanabara, o Campeonato Carioca e Copa Mercosul. Inclusive, na decisão deste último, contra o Palmeiras, marcou duas vezes no jogo de ida, no Maracanã, e mais um na volta, no antigo Palestra Itália. 

Neste mesmo ano, ele ainda foi ícone em um episódio curioso. Durante uma partida contra o Gama, no Distrito Federal, o goleiro flamenguista Clemer acabou expulso por defender uma bola fora da área. Acostumado a pega no gol nos treinamentos, o atacante foi convencido pelo companheiros a substituir o goleiro. 

 

"Nós já tínhamos feito as três substituições e não podia mais mexer. Eu queria ficar na linha. Estava 1 a 1, queria fazer gol e garantir meu lugar de titular no Flamengo. Os caras falavam: 'Caio, é você, vai pro gol' e eu fingia que não ouvia", contou Caio, anos depois, no programa "Corujão do Esporte", da Rede Globo

"Aí veio o Romário e ele tinha aquela coisa do ídolo. Quando ele falou que era eu, fui para o gol. Peguei duas, três bolas. Pelo menos fiz a minha parte, não tomei gol", concluiu. 

 

 

Em 2000, Caio retornou ao Santos e, após jogar pelo Fluminense, esteve novamente no Flamengo, em 2002. Depois, passou ainda por Grêmio, pelo Rot-Weiss Oberhausen, da segunda divisão alemã, e encerrou a carreira no Botafogo, em 2005. 

Dois anos depois de sua aposentadoria, em 2007, começou a trabalhar como comentarista na Rádio Globo e no SporTV. Com o tempo, passou também a integrar as transmissões da Rede Globo, onde está atualmente. 

 

 

Caio ganhou ainda maior projeção durante as parcerias com Tiago Leifert, primeiro na edição de São Paulo do programa "Globo Esporte" e, em 2010, no "Central da Copa". 

O sucesso com Leifert também rendeu um convite da Eletronic Arts que a dupla gravasse as narrações e os comentários da versão brasileiro do jogo Fifa. Sendo assim, desde a edição de 2013 o game vendido no Brasil conta com a voz dos dois. 

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