FERA DO PASSADO: Garrincha encantou o mundo com dribles desconcertantes

Jogador ganhou o apelido de 'O Anjo das Pernas Tortas' por causa de sua habilidade com a bola nos pés

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Quando se fala em drible, uma das primeiras pessoas que surgem em nossa cabeça é Garrincha. O craque que fez história no Botafogo e na seleção brasileira ganhou apelido de "O Anjo das Pernas Tortas", muito em função de sua indescritível habilidade com a bola em uma época em que os lances de efeito eram coisas raras no futebol.

Nascido em Pau Grande, distrido da cidade de Magé, no Rio de Janeiro, Manuel Francisco dos Santos teve uma infância bastante humilde, ao lado de 15 irmãos. Foi um deles, inclusive, que lhe apelidou de Garrincha, em assosiação a um pássado bastante comum na região. Começou a jogar futebol de forma amadora com 14 anos e seu talento chamou atenção de Arati, ex-jogador do Botafogo, que levou o menino para o clube.

 

 

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Apesar da habilidade, Garrincha tinha como particularidade as suas pernas tortas, já que uma delas era seis centímetros mais curta do que a outra e fazia com que ele sempre estivesse com uma delas flexionada. De acordo com o escritor Ruy Castro, ele já nasceu assim, mas há quem diga que a deficiência tenha sido causada por uma poliomielite.

Isso, porém, não atrapalhou seu desenvolvimento com a bola nos pés e logo em seu início de carreira no Botafogo já encantou a todos. Diz a lenda que logo na primeira atividade no clube, deu alguns dribles desconcertantes em Nilton Santos. Todo esse sucesso o fez chegar até a seleção, onde conquistou nada menos do que duas Copas do Mundo, em 1958 e 1962.

 

 

Se na primeira delas podemos dizer que acabou ficando como coadjuvante de Pelé, na segunda delas foi a grande estrela, já que o "Rei do Futebol" se machucou e perdeu a maior parte dos jogos. Em toda sua carreira na seleção, perdeu apenas um jogo, a derrota para a Hungria, no Mundial de 1966.

Já veterano, defendeu ainda alguns outros clubes, como Corinthians, Portuguesa Santista, Flamengo e Olaria. Longe do futebol, "se entregou" às bebidas alcoólicas, algo que sempre gostou, mas passou a ingerir com mais frequência depois da aposentedoria. E foi por causa da bebida que acabou morrendo, em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos, vítima de cirrose hepática.

 

 

Em sua vida pessoal, Garrincha se casou duas vezes. A primeira delas com Nair, sua namorada de infância, com quem teve nove filhas. Depois de se separar, casou-se com a cantora Elza Soares, com quem ficou até o fim da vida. Desse relacionamento, teve mais um filho. Além disso, o "rei do drible" teve ainda mais dois filhos, sendo um deles Ulf Lindberg, sueco, fruto de um relacionamento relâmpago durante uma excursão do Botafogo à Europa em 1959.

 

 

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