FERA DO PASSADO: Bem antes de Neymar, Raí já encantava a torcida do PSG

Com duas Libertadores, o meia chegou ao time francês com status de estrela e virou ídolo

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Enquanto Neymar não decide se fica no Barcelona ou se vai para o Paris Saint-Germain, o nosso quadro Fera do Passado traz o brasileiro que mais brilhou com a camisa do clube francês: Raí Souza Vieira de Oliveira, conhecido apenas com Raí.  

O meia jogou pelo clube entre 1993 e 1998, onde conquistou diversos títulos, como Copa Liga da França (95 e 98), Copa da França (93, 95 e 98), Campeonato Francês (94) e a Recopa Europeia (96). Além de títulos, Raí marcou 72 gols pelo PSG, tornando-se o oitavo maior artilheiro da história do clube. 

Vitória contra o Barcelona

No último confronto pela Liga dos Campeões entre Barcelona e PSG, o clube espanhol levou a melhor após virada histórica, vencendo por 6 a 1 no Camp Nou, depois de ter perdido por 4 a 0, no primeiro confronto. Muito antes de Neymar, outro brasileiro desequilibrou o jogo entre as duas equipe, mas para o lado dos franceses. 

Em 1995, os dois clubes se enfrentaram também pelas quartas de final do torneio. No jogo de ida, empate por 1 a 1, no Camp Nou. Korneev abriu o placar para os catalães e o empate dos franceses veio com o gol de George Weah, que seria eleito o melhor jogador do mundo naquele ano. No duelo de volta, o brasileiro comandou a virada da equipe francesa no Parque dos Príncipes, em Paris. O PSG venceu por 2 a 1, com gols de Raí e Guérin. 

Em 2013, Raí recebeu a medalha Legião de Honra da França, uma das mais prestigiosas condecorações do país, das mãos do ex-presidente François Hollande. E o PSG reuniu os brasileiros do time na época para registrar o momento histórico protagonizado pelo craque. 

São Paulo

Raí demorou para decidir jogar futebol profissionalmente, afinal, a família já tinha um craque. Seu irmão mais velho era ninguém menos que o 'Doutor' Sócrates, um dos maiores jogadores do futebol brasileiro. Aos 15 anos, enfim, começou a sua carreira no futebol, vestindo a camisa de outro tricolor, o Botafogo de Ribeirão Preto, clube onde jogou de 1980 a 1986. Depois de uma curta passagem pela Ponte Preta, o meio-campista voltou ao Botafogo e estreou com a camisa da seleção Canarinho no empate de 1 a 1 com a Inglaterra, em 1987.

Quatro meses depois, sua convocação para a seleção brasileira rendeu a maior transação já realizada entre times brasileiros na época: Raí foi comprado pelo São Paulo Futebol Clube por 24 milhões de cruzados. 

Com a chegada de Telê Santana, Raí conquistou a camisa 10 do time e começou a colecionar títulos. Pelo São Paulo, ele foi campeão brasileiro em 1991, venceu quatro campeonatos paulistas (1989, 1991, 1998 e 2000), levantou duas taças da Libertadores (1992 e 1993) e um mundial (1992). 

E foi no mundial de 1992 que o craque se consagrou, marcando dois gols e entrando de vez para a história do clube. O São Paulo enfrentava o Barcelona e começou atrás no placar. Mas depois de um cruzamento de Müller, Raí empatou o jogo ainda no primeiro tempo. E na segunda etapa do jogo, o meio-campo do São Paulo marcou mais um, em uma cobrança de falta ensaiada. Um gol antológico, que garantiu o primeiro título intercontinental do Tricolor. 

Depois de jogar pelo PSG, Raí ainda voltou ao São Paulo em 1998, antes de se aposentar em 2000, aos 35 anos. 

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