Fera do Passado: Zagallo, o 'Velho Lobo' ídolo da seleção e do Botafogo

Bicampeão como jogador nas Copas de 1958 e 1962, conseguiu ainda vencer a Copa de 1970 como treinador da seleção brasileira

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O Fera do Passado desta quarta relembra a trajetória do ex-jogador e ex-técnico da seleção brasileira Zagallo, um dos maiores nomes do futebol do País. Como atleta, foi bicampeão do mundo em 1958 e 1962. Como técnico, venceu duas vezes a Taça Brasil pelo Botafogo e a Copa do Mundo de 1970. 

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O início da vida de Zagallo já mostrava que ele teria uma história com o futebol: quando era garoto, nos anos 1930, morou nas imediações do Derby Club, onde viria a ser construído o Maracanã, e chegou a jogar bola no local.

Sua estreia no esporte foi no América-RJ e seu primeiro título veio em 1949, quando tinha 18 anos, no Campeonato de Amadores do Rio de Janeiro. Em 1950, transferiu-se para o Flamengo, onde começou nos juvenis. Em pouco tempo, foi para os profissionais, onde venceu o campeonato estadual pela equipe em 1953, 1954 e 1955. 

Pelas boas atuações, foi convocado para a seleção brasileira, atuou bem e sagrou-se campeão do mundo em 1958, na Suécia. Logo após o mundial, foi para o Botafogo. No clube, virou ídolo e foi bicampeão carioca em 1961 e 1962. No mesmo ano, conquistou o bicampeonato mundial com o Brasil. Encerrou a carreira em 1965 aos 34 anos de idade e recebeu a proposta de ser o técnico dos juvenis do Botafogo.

Treinador

Em 1966, no início da carreira como treinador, conseguiu ser campeão carioca juvenil. Foi convidado então para assumir o time principal. Entre 67 e 68 foi bicampeão carioca e campeão da Taça Brasil. Chamado para a seleção, comandou o time com Pelé, Tostão, Rivelino e outros craques e venceu a Copa do Mundo de 1970, no México.

Ficou na equipe até 1974. Também dirigiu seleções estrangeiras como Kuwait e Emirados Árabes (que classificou para a Copa de 90). O “Velho Lobo” voltaria a seleção apenas na década de 90, junto com um pupilo seu: Carlos Alberto Parreira. Ocupou o cargo de coordenador técnico na Copa do Mundo de 1994, ajudando a montar o time que conquistaria o tetracampeonato mundial com Dunga, Bebeto e Romário e Taffarel.

Assumiu o cargo de treinador do Brasil novamente em 1995, com a missão de buscar o penta na Taça do Mundo da França. Passou a dirigir a seleção Olímpica e conquistou a medalha de bronze em 1996. Em 1998 fez uma Copa quase perfeita. O grande pecado foi a final, onde um problema com o atacante Ronaldo atrapalhou a equipe que foi derrotada por 3x0 pelos donos da casa. Zagallo teve atuação contestada na época. 

Voltou à seleção para mais uma Copa, como coordenador técnico de Parreira, em 2006. Mesmo entrando na Copa como favorita, foi derrotada novamente pela França. Foi o último time que o Velho Lobo treinou, aposentando-se logo em seguida. Até hoje, é o técnico que mais atuou no comando da equipe. Em 131 partidas, conquistou 97 vitórias, 25 empates e nove derrotas.

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