FERA ENTREVISTA: André Henning revela segredos do seu estilo de narrar

'O rádio é a maior escola para a narração', diz jornalista que tem como principal referência Osmar Santos

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Com ele na narração, não há jogo monótono. Aos 42 anos, 22 como jornalista esportivo e 13 na narração, André Henning leva seu estilo descontraído, brincalhão e repleto de gritos nas transmissões do Esporte Interativo. 

"Sempre tive este estilo. Eu vim do rádio. Fui uma criança apaixonada pelo rádio. Minha referência é o Osmar Santos (ícone narrador dos anos 70 a 90)", disse André, que começou a trabalhar em 1995 na Rádio Metrópole, em Salvador, e teve passagens pela Band FM e Rádio Transamérica. 

"O rádio é a maior escola para a narração. Você precisa improvisar e criar o tempo todo. Isso faz a mudança para a TV se tornar mais fácil. O contrário já não é da mesma forma", afirmou André, que começou a carreira como repórter.

André diz que o estilo de narrar não é dirigido a nenhum público específico. Segundo ele, a intenção é contar uma boa história. "Por isso, me preparo muito antes dos jogos. Independentemente de quem esteja em campo. Pode ser Barcelona, Real Madrid, CSA ou Campinense. A dedicação é sempre a mesma."

 

Apesar de todo o cuidado com a qualidade das transmissões, André admite que sofre com as críticas na redes sociais. "A crítica sempre vem antes do elogio. Tem de ter estômago. Penso dez vezes antes de colocar qualquer comentário nas redes sociais, pois sei que a crítica chega muito rápido. É preciso saber administrar."

Com o sonho de narrar jogos de uma Copa do Mundo, André aproveita para aconselhar os jovens que pretendem seguir a carreira de narrador. "A primeira coisa é ser tão apaixonado quanto eu sou pela narração para aguentar o tranco. Você precisa saber que não vai ter domingos, feriados, Dia das Mães, Dia dos Pais...".

Além disso, André adverte para o fato de que é muito difícil entrar no mercado. "Tem muito narrador bom que não está empregado." O primeiro narrador do Esporte Interativo afirma que é preciso ter uma referência, mas, ao mesmo tempo, ter um estilo único. "Não se pode imitar."

 

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