Frank de Boer critica salários iguais para seleções masculinas e femininas

Segundo o ex-jogador e atual técnico, diferença vem da menor audiência que os torneios femininos tem no mundo

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Ex-zagueiro e atualmente técnico do Atlanta United, dos Estados Unidos, Frank de Boer não aprovou a atitude da federação holandesa de pagar igualmente para os jogadores da seleção masculina e as atletas da feminina, medida anunciada antes da Copa do Mundo de 2019, na qual a Holanda foi vice-campeã dos Estados Unidos.

"Para mim, é ridículo. É o mesmo que no tênis. Se há 500 milhões de pessoas, ou algo assim, assistindo à final da Copa do Mundo (masculina), e 100 milhões assistindo à final das mulheres, é uma diferença. Não é a mesma coisa, então", afirmou De Boer durante entrevista para o jornal britânico The Guardian.

"Se (o futebol feminino) é tão popular quanto o masculino, elas conseguirão isso, porque a receita e a propaganda virão. Mas não é assim, então por que elas devem ganhar o mesmo? Acho ridículo. Não entendo isso", declarou o jogador holandês.

De Boer disse acreditar que as mulheres devem ser pagas o quanto merecem, nem mais, nem menos, e apoiou a igualdade salarial em outros campos além do esporte. "Se você é diretora de um banco ou algo assim, você deve ganhar o mesmo que os homens, porque não é uma questão física, mas "daqui". Então, por que você deve ganhar menos, se está fazendo o mesmo trabalho que um homem?", questionou.

A igualdade de pagamentos é uma das principais bandeiras do futebol feminino: as jogadoras campeãs do mundo pelos Estados Unidos tem ameaçado processar a federação pela causa, enquanto Ada Hegerberg, uma das melhores jogadoras do mundo, se recusa a atuar pela Noruega enquanto os salários não forem iguais.

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