Funcionário do ex-presidente do Olympique diz ter drogado atletas do PSG

O ex-presidente Bernard Tapie negou as acusações feitas por Marc Fratini

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É comum ouvir falar sobre doping no MMA e até mesmo em esportes olímpicos, mas pouco se comenta sobre o uso de substâncias ilícitas no futebol. Uma entrevista de Marc Fratini ao jornal francês Le Monde, nesta sexta-feira, reascende essa polêmica.

Fratini foi o braço direito de Bernard Tapie, presidente do Olympique de Marselha entre 1986 e 1994. O ex-funcionário do clube confirmou que, juntos, drogaram os jogadores do Paris Saint-Germain antes de uma partida na capital francesa com a ajuda de um árbitro, que foi comprado por eles.

"Naquela partida, o rival também foi desestabilizado com o uso de uma droga psicotrópica: haldol. Usando seringas de agulhas ultrafinas, o produto foi injetado em garrafas de plástico. Todo o conteúdo consumido pelo rival foi manipulado", admite.

Fratini também confirmou os rumores de que teria drogado atletas do Rennes adulterando o suco de laranja no hotel antes de uma derrota por 5 a 1 para o Olympique. Naquela ocasião, uma das vítimas teria sido o atacante brasileiro Baltazar, ex-Grêmio e Palmeiras.

O ex-funcionário disse que Tapie "era capaz de qualquer coisa para chegar onde queria". Em entrevista a outro periódico francês, o Le Parisien, o ex-presidente Bernard Tapie negou as acusações. "Têm idiotas que querem acreditar em tudo isso porque será reconfortante. Aqueles se darão conta de que isso é um absurdo. Então, se Fratani comprou um árbitro algum dia, deve dar o nome, local e quando isso aconteceu", disse em seu breve comentário.

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