Galiotte diz que convidou Bolsonaro para título porque ele é palmeirense

Presidente do Palmeiras afirma que convidaria candidato de outra orientação política e defende cerco na rua do estádio

Relacionadas

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, concedeu entrevista ao programa O Grande Círculo, do SporTV. Nele, o presidente falou sobre diversos assuntos, dos quais o que mais chamou a atenção foi que o mandatário alviverde justificou o convite a Jair Bolsonaro (PSL), então presidente eleito a ir ao Allianz Parque na festa do título pelo decacampeonato brasileiro. Também comentou sobre o cerco na rua Palestra Itália, que impede quem não tenha ingresso de exercer o direito de ir e vir nas proximidades do estádio alviverde em dias de jogos.

"Nós convidamos o palmeirense, sabendo que ele é um torcedor apaixonado. Esteve conosco, muito feliz, e foi um dia realmente de muita alegria para o Bolsonaro. Convidamos o palmeirense, que aceitou, ficou muito orgulhoso de estar lá com a gente", justificou Galiotte sobre a presença de Bolsonaro na última rodada do Brasileirão 2018.

"Não, foi uma atitude... Ali eu não convidei o partido político, não convidei a direita. Ali nós convidamos o palmeirense, o presidente do Brasil. e tivesse um palmeirense de outro partido, seria convidado, óbvio... Não foi um convite partidário, de jeito nenhum. Nunca faria isso. O Palmeiras não faria isso", afirmou, ainda no mesmo tema.

Sobre o cerco, mantido pelas forças de segurança com a ajuda do Palmeiras, que cede funcionários para ajuda na verificação de quem tem ou não ingressos, Galiotte disse não se incomodar. "Eu não tenho elementos para debater com a segurança pública. Eu não tenho elementos para debater um tema técnico. Quando o serviço de segurança pública alega que quando foi feito o cerco reduziu o número de ocorrências drasticamente, provado, eu não vou assumir para o clube e nem posso, não tenho condições para fazer isso e não farei a responsabilidade do que ocorre fora do campo, que é das autoridades", explicou.

Em outros momentos, Galiotte afirmou que não há um processo de elitização no estádio, afirmando que, para quem tem o plano sócio-torcedor ouro, gastando R$ 144 reais por mês, cada jogo por apenas R$ 48, além de ter dito que não vê problema em Leila Pereira, presidente da principal patrocinadora do Palmeiras, também se tornar presidente do clube nas próximas eleições.

MAIS SOBRE:

futebolPalmeirasMauricio GaliotteJair Bolsonaro
Comentários